País
Pessoa identificada pela GNR por alegado contrafogo na serra do Alvão
13 ago, 2025 - 11:00 • Lusa
O comandante das operações de socorro em Vila Real realçou que os "incêndios não se combatem dessa forma".
A GNR de Vila Real disse hoje que um homem de 57 anos foi este domingo identificado e constituído arguido por alegadamente estar a fazer um contrafogo no alto da Samardã, onde lavra um incêndio.
Segundo a fonte, o popular foi conduzido ao posto da GNR de Vila Real para identificação, tendo sido constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência.
De acordo com a GNR, o homem foi identificado por, alegadamente, por iniciativa própria estar a fazer um contrafogo numa zona onde estavam a decorrer operações de combate ao incêndio que lavra na serra do Alvão desde o dia 2 de agosto.
Esta manhã, o Comandante Sub-regional do Médio Tejo, David Lobato, adiantou aos órgãos de comunicação social que um popular foi detido por, ao que se pressupõe, estar a tentar fazer um contrafogo, mas advertiu que esta situação será, agora, investigada pela GNR.
A GNR esclareceu, entretanto, que procedeu à identificação e constituição de arguido do popular.
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Nas declarações aos jornalistas, David Lobato, agora comandante das operações de socorro (COS) em Vila Real, realçou que os "incêndios não se combatem dessa forma".
"Eu percebo que as pessoas têm aqui algum desespero, mas isso só vai alimentar mais o incêndio, vai-nos provocar ainda mais problemas", afirmou.
Acrescentando ainda que, ao "acharem que com o contrafogo conseguem resolver, a maior parte das vezes não vão conseguir resolver e vão causar mais problemas e colocar os operacionais em risco".
"Pedia que não utilizassem o fogo, é proibido, legalmente não pode ser feito, a não ser por pessoas especializadas. Portanto, pedia encarecidamente que não o fizessem, porque vão-nos colocar [em causa] o trabalho todo que fizemos durante a noite e vão colocar também os operacionais em risco nas zonas que nós não controlamos", apelou.
O incêndio que lavra na serra do Alvão deflagrou a 02 de agosto, em Sirarelhos, no concelho de Vila Real, já esteve em conclusão, reativou por duas vezes e já percorreu quase três dezenas de aldeias até chegar à zona da Samardã. .
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