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​Bombeiros feridos numa 5.ª feira com seis grandes incêndios: Situação agrava-se em Sátão

14 ago, 2025 - 18:26 • Ricardo Vieira

Portugal continuam a ser assolada por uma onda de incêndios, alimentados por altas temperaturas e vento.

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Momentos de desespero no incêndio de Sernancelhe, em Viseu. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa
Momentos de desespero no incêndio de Sernancelhe, em Viseu. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa
Incêndio de Sernancelhe, Viseu. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa
Incêndio de Sernancelhe, Viseu. Foto: Pedro Sarmento Costa/Lusa

Seis grandes incêndios estavam a ser combatidos por mais de 2.500 operacionais e 28 meios aéreos, pelas 18h00 desta quinta-feira, num dia em que bombeiros ficaram feridos e em que o Governo prolongou a situação de alerta por mais 48 horas - até domingo.

Três bombeiros deram entrada no Hospital de Viseu com queimaduras, tendo sido considerados feridos ligeiros, disse fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões.

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Os operacionais combatiam o incêndio que teve início em Vila Boa, freguesia de Ferreira de Aves, no concelho de Sátão, distrito de Viseu, cerca da 01h00 de quarta-feira.

O incêndio chegou aos municípios de Sernancelhe, também no distrito de Viseu, e ao de Aguiar da Beira, distrito da Guarda.

Em declarações à Renascença, o segundo comandante regional da Proteção Civil de Viseu, Jody Rato, diz que a situação continua a agravar-se em Sátão e o fogo ameaça unir-se ao incêndio de Trancoso.

"Neste momento, temos um incêndio ativo em praticamente todo o perímetro. Agravou-se muito nas últimas horas e está a haver alguma interação com o incêndio de Trancoso. Neste momento, estamos a fazer essencialmente proteção às populações, confinamentos e a posicionar os meios para dar a melhor resposta", afirma Jody Rato.

Pelas 18h00 desta quinta-feira, o fogo estava a ser combatido por 595 operacionais, 188 viaturas e 12 meios aéreos, indica o site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Outro grande incêndio deflagrou na quarta-feira em Arganil e chegou hoje ao concelho vizinho da Pampilhosa da Serra.

A combater as chamas estavam, pelas 18h00, 816 operacionais, 276 viaturas e dois meios aéreos.

Os outros incêndios considerados significativos pela Proteção Civil lavram na Lousã, Trancoso, Cinfães e Portalegre.

Em declarações à Renascença, a ministra da Administração Interna diz que Portugal está a atravessar um "quadro raro".

Maria Lúcia Amaral avisa que "a situação atmosférica e climática se vai agravar muitíssimo no dia de amanhã, dia 15 de agosto".

De acordo com os dados mais recentes, desde o início do ano arderam 75 mil hectares.

[notícia atualizada às 19h19 - situação de alerta prolongada]

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