Freixo de Espada à Cinta. "Dizem que estão 300 operacionais. É mentira", diz autarca
16 ago, 2025 - 00:49 • Ana Catarina André , Daniela Espírito Santo
Ouvido pela Renascença, o presidente da Câmara, Nuno Ferreira, diz que os meios são poucos e critica a falta de resposta do Governo.
Não há mãos a medir em Freixo de Espada à Cinta. As fortes chamas estão a deixar a população de várias freguesias em alerta, isto depois de também já haver registo de casas destruídas.
Ouvido pela Renascença, o presidente da Câmara, Nuno Ferreira, diz que os meios são poucos e critica a falta de resposta do Governo.
"Eu desde as duas da tarde estou a pedir meios aéreos para evitar aquilo que foi uma calamidade e que destruiu a nossa floresta toda. Veio apenas um helicóptero. Um helicóptero apenas", começa por desabafar o autarca, que vai mais longe: "Dizem que estão 300 operacionais. É mentira. Estão apenas 190 operacionais aqui no terreno e os homens estão exaustos. Já não conseguem fazer mais, estão a dar tudo por tudo", lamenta, garantindo que o que se está a passar no concelho é "bastante caótico".
"Aquilo que apelamos é que, de uma vez por todas, nos mandem meios para podermos combater este incêndio, que se está a transformar numa calamidade e que já destruiu a floresta praticamente toda do concelho", pede o autarca, que confirma que em diversos locais já arderam "pelo menos duas ou três casas". "Durante o dia é que poderemos fazer a avaliação dos danos causados, porque são imensos e tremendos, daquilo que ardeu e ainda continua a arder", assegura.
"Ou mandam de uma vez por todas meios para o nosso terreno para nos ajudar a combater o incêndio ou isto vai tomar proporções mais gigantescas", vaticina o autarca, que adivinha uma noite muito complicada no seu concelho. "Os meios são insuficientes. Estou a falar desde as duas da tarde com o secretário de Estado e só obtive resposta às sete e meia da tarde e, até agora, o que temos visto é praticamente zero. Não estão os meios no terreno e não está a ser ajuda suficiente para levar isto a bom porto. São os mesmos homens que estão aqui a combater, exaustos, há horas e horas seguidas", lamenta.
Apesar de tudo, o autarca congratula-se com a ausência de feridos, até ao momento. "A principal preocupação tem sido salvaguardar as populações. Já retiramos pessoas para a unidade de cuidados continuados, para salvaguardar e para dar assistência às pessoas que se sentiram mal aqui", adianta.
- Noticiário das 8h
- 09 jun, 2026







