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Incêndios. Adiado fogo de artifício que encerra Romaria d'Agonia por situação de alerta

18 ago, 2025 - 16:02 • Lusa

O lançamento do fogo-de-artifício ocorre, por tradição, na ponte Eiffel, sobre o rio Lima.

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A VianaFestas decidiu esta segunda-feira adiar para data a definir a serenata de fogo-de-artifício da Romaria d'Agonia, anteriormente reagendada para quarta-feira face ao prolongamento, pela quarta vez, da situação de alerta devido aos incêndios florestais que estão a fustigar o país.

"Compreendemos a desilusão que esta decisão possa provocar na nossa população e nos nossos visitantes, mas tomamos a decisão com o sentido de responsabilidade e tendo presente o bem comum, num momento em que a situação afeta milhares de famílias em todo o país, e face ao risco que permanece", explica Manuel Vitorino, presidente da VianaFestas, entidade que organiza as festas de Viana do Castelo, e vereador da Cultura.

O responsável admite que gostaria que a serenata, mas reforça que a atual situação que o país atravessa "obriga à responsabilidade de todos, mesmo que aparentemente pensemos que estamos imunes ou não se justifiquem tantos cuidados". "Neste momento estamos a estudar uma alternativa e vamos anunciar um programa para a utilização do fogo-de-artifício a anunciar brevemente, é o nosso compromisso", refere.

"Neste momento, estamos a falar a menos de 24 horas do final do estado de alerta, tal como está definido hoje, e nada nos garante como irá evoluir. Daí que a decisão mais responsável passa por adiar este momento e anunciar oportunamente como vamos reagendar um evento que é uma marca de Viana do Castelo", sublinha Manuel Vitorino.

O lançamento do fogo-de-artifício ocorre, por tradição, na ponte Eiffel, sobre o rio Lima.

Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declaração da situação de alerta desde 2 de agosto.

Os fogos provocaram dois mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, na maioria sem gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, ao abrigo do qual deverão chegar, na segunda-feira, dois aviões Fire Boss para reforço do combate aos incêndios.

Segundo dados oficiais provisórios, até 17 de agosto arderam 172 mil hectares no país, mais do que a área ardida em todo o ano de 2024.

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