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Câmara de Lisboa

Moedas terá dado "ordens ilegais à Polícia Municipal" e PS exige desculpas

25 ago, 2025 - 12:30 • João Malheiro

Sérgio Cintra considera que estas ordens "colocam em causa a própria PML e os seus agentes", algo que não pode passar.

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O PS diz que tudo indica que as ordens dadas por Carlos Moedas à Polícia Municipal de Lisboa (PML) para efetuar detenções são ilegais.

É a reação dos socialistas depois de o "Diário de Noticias" avançar, esta segunda-feira, que o Governo tinha um parecer negativo às ordens de Carlos Moedas para a Polícia Municipal desde outubro de 2024. No entanto, a ministra da Administração Interna acabou por pedir um outro parecer que resultou, de novo, num parecer negativo, entregue em abril deste ano e divulgado em julho.

À Renascença, Sérgio Cintra, número dois da lista do PS para Lisboa nas eleições autárquicas de outubro, sublinha que "qualquer presidente de Câmara tem obrigação de cumprir a lei e não pode dar ordens ilícitas à Polícia Municipal".

"Temos a certeza, corroborada duas vezes, que há falta de cuidado e negligência por parte de Carlos Moedas. Comete ilegalidades e desprotege pessoas que tem obrigação de proteger, desde logo os polícias municipais, por questão de propaganda e, eventualmente, querer a função de ser xerife", critica.

O socialista considera que estas ordens "colocam em causa a própria Polícia Municipal e os seus agentes", algo que não pode passar. E, por isso, exige um pedido de desculpas do autarca de Lisboa, se a atual investigação do Ministério Público ao caso prove que houve ações ilegais da Polícia Municipal, por ordem de Carlos Moedas.

"Ao cometer estas decisões, tem a consciência que está a cometer atos ilegais. Isso não é admissível a qualquer órgão do país", reitera.

Contactado pela Renascença, Carlos Moedas refere, por escrito que continuará a incentivar a Polícia Municipal a fazer "tudo para manter a segurança dos lisboetas".

"Eu estarei ao lado dos polícias, nunca estarei a liderar manifestações contra os polícias", afirma o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Já durante esta manhã de segunda-feira, em declarações a vários jornalistas, o autarca lisboeta voltou a abordar o tema, garantindo que que não quer tornar a Polícia Municipal num órgão criminal.

Carlos Moedas insiste que a lei atual tem de ser alterada, "se está mal feita": "Eu quero que a PML possa levar uma pessoa apanhada em flagrante delito para a esquadra. É uma vergonha para um polícia municipal não poder levar alguém que está a roubar na rua para a esquadra", reitera.

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