Emergência médica
Ambulância VMER parada 480 horas por falta de médico: autarca de Portalegre exige soluções
02 set, 2025 - 01:12 • Anabela Góis , com redação
Duas pessoas morreram num curto espaço de tempo. “Pode não ter sido por falta de socorro, mas fica a dúvida, fica o grande medo de não estarmos a prestar o socorro às pessoas", afirma Fermelinda Carvalho.
A presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, exige a total operacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo.
Em declarações à Renascença, a autarca explica que falou esta segunda-feira com o presidente do conselho de administração do Hospital de Portalegre.
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A reivindicação foi deixada na véspera de uma reunião entre o presidente do conselho de administração do Hospital de Portalegre e o INEM para tentar resolver o problema da VMER.
Desde o início do ano, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação esteve parada 480 horas por falta de médicos. Fermelinda Carvalho diz que é inaceitável.
“Em termos médios, 10% do tempo tem estado inoperacional e eu acho que isso não pode acontecer. Tem acontecido porque as regras dizem que a ambulância VMER, para funcionar, tem que ter enfermeiros e médico e, em alguns momentos, tem sido difícil recrutar médicos para a ambulância”, afirma a presidente da Câmara de Portalegre.
Fermelinda Carvalho sublinha que duas pessoas morreram num curto espaço de tempo, com a VMER inoperacional.
“Pode não ter sido por falta de socorro, mas fica a dúvida, fica o grande medo de não estarmos a prestar o socorro às pessoas. Temos que fazer todos os esforços para que a VMER esteja a funcionar 100% do tempo”, sublinha.
A autarca diz à Renascença que a administração da ULS tem algumas sugestões, que vai apresentar na reunião desta terça-feira como INEM.
Vai ser proposta uma ambulância com Suporte Imediato de Vida (SIV) em Portalegre, “só com enfermeiros”, e vai ser pedida autorização para a VMER funcionar só com enfermeiros, quando faltar o médico.
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