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Saúde

Gripe das aves já matou mais de mil patos de engorda em Benavente

03 set, 2025 - 15:10 • João Pedro Quesado

Surto já provocou a morte de mais de mil patos. É o 21.º foco de infeção pelo vírus da gripe aviária H5N1 em Portugal em 2025.

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Foi detetado um foco de gripe das aves numa criação de patos de engorda em Benavente, no distrito de Santarém. Portugal reportou o surto junto da Organização Mundial da Saúde Animal, de acordo com a Reuters.

Segundo a organização, o vírus H5N1 foi detetado numa criação de mais de 257 mil patos de engorda em Samora Correia, e já provocou a morte de 1.011 aves.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) detetou, esta terça-feira, um surto na freguesia de Santo Estêvão, em Benavente, numa exploração comercial de patos de engorda, segundo a lista de focos de gripe aviária publicada online.

Susana Pombo, diretora da DGAV, pede, em declarações à Renascença, que "todos os produtores de aves tenham a noção que o vírus continua em circulação" e que a Direção-Geral de Saúde foi notificada.

"Tudo indica que a transmissão continua a ser pelas aves selvagens às aves domésticas, é a primeira vez que aparece, agora, em aves domésticas", afirmou a responsável, recordando que "não há qualquer evidência científica que esta doença seja transmissível às pessoas pelo consumo de carne ou ovos".

"As medidas de controlo implementadas pela DGAV, de acordo com a legislação em vigor, incluem a inspeção aos locais onde a doença foi detetada, a eliminação dos animais afetados, a limpeza e desinfeção", afirma a entidade numa nota de imprensa entretanto publicada, "assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves nas zonas de restrição num raio de até 10 km em redor do foco detetado".

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária recomenda ainda "o cumprimento das medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, evitando contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens, reforçando os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, e aplicando o rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves".

Este é o 21.º foco de infeção por vírus da gripe aviária H5N1 em Portugal em 2025.

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