Investigadores de Coimbra desenvolvem músculos artificiais para vários tipos de robôs
03 set, 2025 - 11:35 • Olímpia Mairos
O potencial de aplicação abrange diversos domínios, desde a criação de robôs bioinspirados para monitorização de ecossistemas, até ao desenvolvimento de próteses, equipamentos de reabilitação e soluções para a indústria ou mãos robóticas capazes de se adaptar para agarrar e manipular uma grande variedade de objetos.
Um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu músculos artificiais, que atuam em diversos tipos de robôs de forma complacente, adaptando-se ao contacto com o meio envolvente.
“Fabricados integralmente na FCTUC, estes atuadores são feitos de materiais comercialmente disponíveis e métodos de fabrico como a impressão 3D”, indica a universidade, em comunicado.
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De acordo com a nota, o movimento mecânico dos músculos artificiais “é gerado através da transição de fase da água, do estado líquido para o gasoso, atingindo performances superiores ao estado da arte, nomeadamente em termos de velocidade e precisão dos movimentos, operando a tensões relativamente baixas de 24 volts”.
Pedro Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da FCTUC, citado no comunicado, conta que foi selecionada a água “como fluido preferencial pela segurança que oferece, assim como pela sua baixa difusividade no material adjacente”.
“Demonstrámos que a entalpia de vaporização relativamente elevada da água, isto é, a energia necessária para transformar a água do estado líquido para o gasoso, pode não ser um fator impeditivo à criação de atuadores de alta performance, normalmente considerada uma desvantagem no contexto desta classe de atuadores”, acrescenta.
O investigador do Centro de Engenharia Mecânica, Materiais e Processos (CEMMPRE), assinala ainda que “estes atuadores foram integrados e demonstrados num robô quadrúpede e numa mão robótica biomimética e vão potenciar o surgimento de uma nova classe de robôs com atuação complacente e baixo custo de produção”.
“O potencial de aplicação é vasto e abrange diversos domínios, desde a criação de robôs bioinspirados para monitorização de ecossistemas, até ao desenvolvimento de próteses, equipamentos de reabilitação e soluções para a indústria, como grippers ou mãos robóticas capazes de se adaptar para agarrar e manipular uma grande variedade de objetos”, destaca o especialista.
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