Seis detidos na operação Mãos Duras extraditados para Portugal
03 set, 2025 - 13:14 • Carla Fino , Olímpia Mairos
Presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Castelo Branco, três dos arguidos ficaram em prisão preventiva, um sujeito a obrigação de permanência na habitação sob vigilância eletrónica e dois com obrigação de apresentações periódicas e proibição de contactos com as vítimas.
A Polícia Judiciária informou, esta quarta-feira, que os seis detidos na operação 'Mãos Duras' que decorreu em junho, e com a cooperação de Espanha, foram extraditados para Portugal.
Em comunicado enviado à Renascença, a PJ explica que, "presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Castelo Branco, a três dos arguidos foi-lhes aplicada a medida de coação de prisão preventiva, tendo um ficado sujeito a obrigação de permanência na habitação sob vigilância eletrónica e dois com obrigação de apresentações periódicas e proibição de contactos com as vítimas".
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A operação “Mãos Duras” foi desencadeada em Logronho, Espanha, onde foram realizadas várias buscas domiciliárias e não domiciliárias, visando o desmantelamento de um grupo suspeito de tráfico de pessoas para exploração laboral.
"O grupo de cariz familiar, composto por cinco homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 22 e 54 anos, vinha recrutando em Portugal, de forma concertada, desde há vários anos, pessoas fragilizadas, com carências económicas e em processos de exclusão social. Ludibriava-as com promessas de emprego bem remunerado, para posterior exploração em trabalhos agrícolas em várias zonas de Espanha", lê-se na nota da PJ.
Ainda segundo a polícia de investigação criminal, "os suspeitos intermediavam, junto de vários empregadores, o fornecimento deste tipo de mão de obra, mantendo as vítimas controladas, a viver em deploráveis condições de habitabilidade e alimentação, sob constante ameaça e coação, ficando na posse da quase totalidade dos proventos auferidos, através da apropriação do dinheiro que os empresários lhe entregavam para pagamento dos salários".
Segundo a PJ, no decurso das diligências desenvolvidas em território espanhol "foram ainda recolhidos elementos de prova adicionais, nomeadamente uma pistola de calibre 9 mm, e resgatadas cinco vítimas, com idades compreendidas entre os 25 e os 58 anos".
"Duas das vítimas foram sequestradas em Portugal, em finais do passado mês de abril, e obrigadas, mediante ameaça e coação com arma de fogo, a viajar até ao local onde foram resgatadas", conclui o comunicado.
- Noticiário das 9h
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