Elevador da Glória. Carmona Rodrigues alerta para necessidade de reforçar manutenção devido à pressão turística
04 set, 2025 - 22:28 • Fábio Monteiro
Carmona Rodrigues defende que o aumento do turismo exige maior vigilância sobre as infraestruturas da cidade. O antigo presidente da Câmara de Lisboa nega ter havido alertas sobre falhas nos elevadores durante o seu mandato.
O antigo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, defendeu esta quinta-feira a importância de reforçar a manutenção das infraestruturas urbanas, sobretudo face ao aumento da pressão turística na capital.
Em declarações à Renascença, o antigo autarca sublinhou que os equipamentos da cidade devem estar “permanentemente sob um olhar criterioso”.
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“Se calhar até há relativamente pouco tempo não estávamos habituados, digamos, não sei se chamaria pressão turística, mas de facto o volume de turistas hoje em dia em Portugal o que se faz é reforçar aquilo que é necessidade de que todas as infraestruturas estejam permanentemente sob um olhar criterioso”, afirmou.
Questionado sobre a existência de vulnerabilidades nos elevadores da cidade, nomeadamente no elevador da Glória, Carmona Rodrigues garantiu que o tema nunca foi discutido durante o seu mandato.
“Eu não me lembro, nunca foi um assunto. Obviamente, reunia-me regularmente com o então presidente da Carris, que fez um excelente trabalho, devo dizer”, disse, acrescentando que, na altura, os problemas identificados eram outros, como “investimento, instalações, recursos humanos ou atualização das linhas”.
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“Se me pergunta se tenho alguma lembrança de alguma preocupação particular sobre essas questões, não, não tenho”, reforçou.
Sobre o impacto do recente acidente com o elevador da Glória, o antigo autarca admite um eventual efeito imediato na procura turística, mas rejeita consequências de longo prazo.
“No curtíssimo prazo, talvez, mas as pessoas não deixarão de vir a Lisboa por causa disto, com certeza”, afirmou, considerando que este tipo de acidentes são pouco prováveis e não deverão repetir-se.
Carmona Rodrigues acredita, no entanto, que o episódio pode afetar mais o sentimento dos lisboetas e dos portugueses em geral do que a imagem da cidade junto dos visitantes.
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