Tragédia em Lisboa
Montenegro. Resposta rápida "permitiu salvar vidas" no Elevador da Glória
04 set, 2025 - 14:11 • Daniela Espírito Santo
Primeiro-ministro assegura que operações de resgate evitaram que "tragédia atingisse proporções maiores e mais devastadoras".
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, dirigiu-se, esta quinta-feira, aos portugueses para garantir que o Governo "está a acompanhar a evolução da situação" para garantir "a resposta mais célere possível de todas as entidades envolvidas" no acidente no Elevador da Glória, em Lisboa.
Durante as declarações ao país, o primeiro-ministro começou por corrigir o número de vítimas, falando em 16 (e não nos 17 inicialmente avançado pela Proteção Civil de Lisboa) mortos e cinco feridos em estado crítico.
"É uma das maiores tragédias humanas da nossa história recente"
Numa declaração sem direito a perguntas, Montenegro dirigiu-se ao país "nesta hora difícil", num momento em que Portugal se vê "abalado por um terrível acidente". "Esta é uma das maiores tragédias humanas da nossa história recente", garantiu.
Aproveitou para, "neste momento de dor", agradecer "todas as entidades envolvidas" no socorro às vítimas. "Esta resposta rápida permitiu salvar vidas e evitou que a tragédia atingisse proporções maiores e mais devastadoras", assegurou.
Quanto a responsabilidades, Montenegro assegura que a "prioridade imediata" foi "o socorro das vítimas", mas que "as autoridades competentes realizarão com a celeridade necessária todas as diligências". "Vamos apurar as responsabilidades com sentido de respeito por todos aqueles que sofreram e sofrem os efeitos deste acidente", reforçou.
"Trágico acidente que afetou o país ultrapassa fronteiras"
O primeiro-ministro adiantou, igualmente, estar em contacto com as famílias das vítimas e que o Instituto de Medicina Legal está a trabalhar para "concluir autópsias e assegurar a rápida entrega dos corpos às famílias enlutadas". Uma equipa foi destacada para a capital para "acelerar registos de óbito e atendimento prioritário" das famílias das vítimas e a TAP também "já disponibilizou apoio para transporte de familiares" das vítimas, para "repatriar feridos e transladar corpos das vítimas mortais".
"Neste momento de dor, nenhuma palavra será suficiente para apaziguar a vossa perda nem para preencher o vazio que se abriu por quem partiu, mas quero que saibam que não estão sozinhos", declara, pedindo união. "Estamos perante um momento que exige de todos nós solidariedade e união", adicionou, pedindo para que esta tragédia não seja "usada para alimentar divisões ou manobras de aproveitamento político".
"Este trágico acidente que afetou o país ultrapassa fronteiras", relembrou o primeiro-ministro, que agradece, igualmente, a "solidariedade internacional".
[Notícia atualizada às 14h38 de 4 de setembro de 2025 para acrescentar mais citações do primeiro-ministro]
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