"Não estão sozinhos": Patriarca pede orações pelas vítimas do Elevador da Glória
04 set, 2025 - 20:14 • Ricardo Vieira , Susana Madureira Martins
D. Rui Valério presidiu a uma missa pelas vítimas da tragédia que matou 16 pessoas e provocou mais de duas dezenas de feridos.
O patriarca de Lisboa garante que as vítimas e familiares do acidente no Elevador da Glória “não estão sozinhos”.
Na homilia da missa pelas vítimas da tragédia no coração de Lisboa, esta quinta-feira ao final da tarde, na Igreja de São Domingos, no Rossio, D. Rui Valério pediu orações pelos mortos, feridos e familiares do desastre.
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"Não cessamos de orar por aqueles que partiram de forma tão repentina, pelos que sofrem nos hospitais, pelas famílias que choram, e por todos os que, no meio desta provação, procuram sentido e força para continuar", declarou o patriarca.
"Deus ama estes nossos irmãos por quem rezamos"
Numa tragédia com vítimas de várias nacionalidades, que foi notícia em todo o mundo, D. Rui Valério deixa palavras de coragem.
"Não temas! Não temas, tu que choras a perda do teu familiar ou amigo. Não temas, cidade de Lisboa, de continuar a ser lugar de fraternidade. Não temas tu, cujo coração parece estar envolvido pelas trevas mais densas e escuras: Deus ama-te! Deus ama estes nossos irmãos por quem rezamos. Deus não abandona ninguém!"
O patriarca diz que o país está de "coração pesado" após uma tragédia em que "a máquina traiu-nos, a todos".
"Nesta hora de dor e luto, o nosso olhar está embaciado por lágrimas de sofrimento, de incredulidade, de amargura. A humanidade encara a máquina como auxílio, como aliada para a vida. Entre homem e máquina existiu sempre uma relação de confiança e por isso se deixa transportar por elas; trabalha os seus campos, usa-a para complexas operações… mas ontem a máquina traiu-nos, a todos, não só quem viajava a bordo daquele elevador", lamentou.
Na celebração presidida por D. Rui Valério, na Igreja de São Domingos, estiveram presentes o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.
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