Sindicato contra “outsourcing” na manutenção do Elevador da Glória
04 set, 2025 - 01:23 • Marisa Gonçalves
Descarrilamento do ascensor que liga os Restauradores ao Bairro Alto provocou 15 mortos e 23 feridos.
A manutenção do Elevador da Glória, operado pela Carris, não deveria ser feita por empresas externas, defende o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).
“Defendemos que a manutenção deveria ser feita pela própria empresa [a Carris], até para ser mais fácil a fiscalização”, diz à Renascença Anabela Carvalheira, do STRUP, após o acidente que esta quarta-feira provocou 15 mortos e 23 feridos.
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Para a sindicalista “a exigência colocada sobre os trabalhadores da própria empresa não é colocada sobre os trabalhadores que estão em outsourcing ou que pertencem a outra empresa [externa]”.
O presidente do conselho de administração da Carris disse, esta quarta-feira à noite, que a manutenção do Elevador da Glória é assegurada há 14 anos por uma empresa externa. Pedro de Brito Bogas sublinha que o "protocolo de manutenção foi escrupulosamente respeitado" no elevador da Glória.
Anabela Carvalheira lamenta a opção, porque “depois, quando acontece algum problema, é o serviço público de transportes que é posto em causa”.
O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal defende também maior fiscalização nas operações de manutenção feitas por empresas externas, após o acidente desta quarta-feira.
Anabela Carvalheira pede que sejam apuradas as causas e as responsabilidades de forma rápida após o desastre no Elevador da Glória.
“Não conseguimos nesta altura afirmar com certeza que isto é uma questão de falhas mecânicas ou de falta de manutenção. Uma coisa nós sabemos, infelizmente, as empresas têm uma prioridade: gastar o menos dinheiro possível”, afirma a sindicalista.
“Não importa fazer julgamentos precipitados, importa assumir e assacar responsabilidades e verificar o que efetivamente falhou”, sublinha Anabela Carvalheira.
Para a dirigente do STRUP, “o mais importante nesta altura é averiguar as reais causas do acidente, para não se repetir” e, depois, terão de ser assumidas responsabilidades.
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