Mais de quatro mil alunos do 1.º Ciclo podem começar ano letivo sem professor
09 set, 2025 - 20:48 • Fátima Casanova
A Fenprof fez um levantamento dos horários que estão em contratação de escola. Identificou 184 que não têm professor colocado no 1.º Ciclo. Os outros níveis de ensino também têm falta de professores, podendo afetar 94 mil alunos.
Mais de quatro mil alunos do 1.º Ciclo podem começar ano letivo sem professor e, nos outros níveis de ensino, a falta de docentes pode afetar 94 mil crianças e jovens, segundo as contas da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).
Em contratação de escola estão por preencher 184 horários do 1.º Ciclo, o que para o secretário-geral da Fenprof assume “uma dimensão enorme”, uma vez que “estamos a falar do primeiro contacto das crianças com a escola e percebem que não têm professor, que serão distribuídos por outras salas ou farão outras atividades”.
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Em declarações à Renascença, José Feliciano Costa considera que “é um momento complicado a criança chegar à escola e ter logo esta notícia” da falta de professor.
Feitas as contas, aos “184 horários em falta, estamos a falar de mais de quatro mil crianças que não vão ter professor”, indica este dirigente, que assume que “isto é muito complicado e tende a agravar-se”.
As aulas para os mais de um milhão e 300 mil alunos do 1.º ao 12.º ano, começam entre 11 e 15 de setembro.
E nos outros níveis de ensino?
As contas são feitas pela Federação Nacional dos Professores, que em vésperas do início de novo ano letivo antecipa que a falta de docentes tende a agravar-se, afetando milhares de alunos, especialmente na Grande Lisboa, Alentejo e Algarve.
À Renascença, José Feliciano Costa revela que “neste momento há 1.121 horários nas chamadas ofertas ativas o que corresponde a 19.677 horas e, se não forem preenchidos até ao início do ano letivo, estamos a falar de cerca de 94 mil alunos sem professores”.
Este dirigente indica ainda os distritos onde vai sentir-se mais a falta de docentes, com base nos horários que ainda estão por preencher: “380 no distrito de Lisboa, 198 em Setúbal, 121 em Faro, 78 em Leiria e 71 em Santarém, são estes os distritos mais afetados”.
Por grupo de recrutamento, José Feliciano Costa indica o “top cinco com mais professores em falta”, nomeadamente “184 professores em falta para o 1.º Ciclo, 84 professores de inglês no 1.º Ciclo, no pré-escolar faltam 83 educadores e ainda o português e matemática, em que faltam 67 docentes em cada um destes grupos”.
- Noticiário das 4h
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