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MP acusa 19 pessoas de se dedicarem à captura ilegal e exportação de meixão para a China

09 set, 2025 - 20:00 • Lusa

A atividade criminosa terá decorrido entre março de 2022 e fevereiro de 2023.

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O Ministério Público (MP) acusou 19 pessoas de, alegadamente, integrarem uma organização criminosa que se dedicava à captura ilegal, comercialização e exportação de meixão para a China, informou esta terça-feira a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGR-P).

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Numa informação publicada na sua página oficial de Internet, a procuradoria referiu que a exportação do meixão de Portugal para a China era feita pelos arguidos em malas de porão.

Na China, o meixão era vendido ao quilo por um preço médio de 6.500 euros, frisou.

A atividade criminosa terá decorrido entre março de 2022 e fevereiro de 2023, apontou.

Segundo a procuradoria, os arguidos dividiam as tarefas entre si, havendo um que liderava a organização e controlava a atividade desde a aquisição até à sua exportação, outro tinha como função ajudar este, outros cinco dedicavam-se à captura ou compra junto de pescadores, assim como ao armazenamento e venda dos meixões para aqueles arguidos no valor de 300 a 400 euros por quilo, outros cinco armazenavam ou transportavam os meixões por via terrestre e os últimos sete eram contratados pelos primeiros para assegurar o transporte para a China, deslocando-se a Portugal em estadias curtas e recebendo dinheiro por cada transporte realizado.

Os arguidos terão comercializado mais de 505 quilos de meixão, ressalvou.

Além disso, a acusação sustentou que lhes foram também apreendidos 26 mil euros e instrumentos usados no armazenamento, captura e transporte do meixão.

Dos 19 arguidos, 12 são chineses com residências em Guimarães, Braga, Setúbal e Espanha, três são portugueses residentes em Ovar e Vila Nova de Gaia e os outros quatro de outras nacionalidades, dois deles residentes em Espanha e outros dois em França, revelou.

Um destes arguidos está em prisão preventiva -- medida de coação mais gravosa -, assim como outros três foram sujeitos a medidas detentivas da liberdade por decisão do Tribunal da Relação do Porto, mas não se efetivaram por estarem em paradeiro desconhecido, destacou a PGR-P.

Os arguidos estão acusados dos crimes de dano contra a natureza, contrabando de circulação qualificado, contrabando qualificado, associação criminosa e branqueamento.

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