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Luís Montenegro na China

Poêjo Torres: "Portugal tem capacidade estratégica de visão" e " uma voz que deve ser ouvida"

09 set, 2025 - 10:06 • Hugo Monteiro

A aproximação entre Portugal e China garante "uma porta aberta de conversações com um velho parceiro comercial".

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O analista de política internacional Manuel Poêjo Torres diz que Luís Montenegro está a contar com uma relação próxima com a China e a Rússia para construir uma paz duradoura na Ucrânia.

O comentador da Renascença felicita a "capacidade de estratégica de visão" da potência portuguesa, para "conseguir perceber que tem ainda uma missão para cumprir no Indo-Pacífico e que tem ainda uma voz que deve ser ouvida e que será ouvida certamente hoje por Xi Jinping. Caso contrário, essa reunião ao mais alto nível nunca seria feita".

Poêjo Torres sublinha que esta aproximação declarada à China "não significa que Portugal virará as costas ao concerto da estratégia de apoio á Ucrânia ou ao concerto de estratégias dentro da União Europeia".

"O que Portugal neste momento faz é garantir que mantém uma porta aberta de conversações com um velho parceiro comercial chamado China e, claro, também chamado Japão."

O especialista refere ainda que Portugal "conseguiu garantir um crescimento de exportações para a China", um dado que considera "importante", que obriga o país "a ter de estar presente numa discussão comercial com a China".

Aproximar Portugal da política comercial chinesa ajuda também a criar uma "oportunidade de discutir a estratégia da União Europeia, defendendo, em primeiro lugar, os seus interesses, as suas prioridades, mas garantindo que pode conversar co Xi Jinping para compreender se existe ou não espaço de manobra para influenciar a postura da China junto da Rússia".

"O único estado do mundo que tem a verdadeira eficácia geopolítica de influenciar diretamente a China chama-se Estados Unidos da América" reflete Poêjo Torres. "Ainda assim, é através destes contactos que o Bloco Europeu e a Aliança Euroatlântica vão conseguindo compreender se existe ou não existe degraus de escala para manobra política ou diplomática junto da potência chinesa", remata Manuel Poêjo Torres.

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