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ULS santo antónio

Sete meses para comunicar deteção de tumor. "Inadmissível, mas tem que "dar um ensinamento"

09 set, 2025 - 09:30 • Ana Fernandes Silva

Para o bastonário da Ordem do Médicos, trata-se de uma "situação inadmissível". Para a presidente da FNAM, o problema está na "gestão".

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O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, diz que é uma "situação inadmissível" o caso do doente da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António que esperou sete meses até saber que tinha um tumor. Carlos Cortes adverte, contudo, que o caso "tem que nos dar um ensinamento", adverte Carlos Cortes.

A ULS de Santo António que levou mais de meio ano para comunicar aos familiares do idoso de 82 o diagnóstico, justifica-se com o facto de não se ter realizado a consulta agendada incialmente.

Em declarações à Renascença, Carlos Cortes lamenta o sucedido e afirma que "isto tem que ter impacto sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS)" e levar à implementação "de sistemas de alerta de resultados críticos".

O bastonário defende que o SNS deve "ter sistemas de alertas para resultados críticos", ou seja, "o médico assistente tem a informação do resultado crítico e sabe que vai ter que comunicar, porque o alerta permanece até que o diagnóstico seja comunicado ao doente", explica.

No mesmo sentido, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) sublinha que "a falha não é dos profissionais de saúde".

Em declarações à Renascença, Joana Bordalo e Sá, aponta falhas graves à "gestão política e administrativa que não garantiu um sistema eficaz e funcional para que estas situações não aconteçam".
"Não podemos aceitar que num país europeu em pleno século XXI este tipo de situações aconteçam", lamenta.

"A responsabilidade aqui é, acima de tudo, dos governantes, de Ana Paula Martins (ministra da saúde) e do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que têm repetidamente assegurado que os serviços de saúde funcionam em pleno, quando não é assim que acontece", adevrte.

Contactado pela Renascença, o gabinete de comunicação da ULS de Santo António diz desconhecer o caso.

A Ordem dos Médicos já pediu esclarecimentos à ULS de Santo António.

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