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IPO Lisboa integra projeto europeu inovador para deteção precoce do cancro do ovário

10 set, 2025 - 11:12 • Olímpia Mairos

Por ano, são diagnosticados cerca de 570 casos em Portugal, a maioria em estadios tardios. O projeto, lançado em Atenas, vai avaliar métodos promissores de deteção precoce para mulheres em risco.

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O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa vai coordenar a componente clínica de um novo projeto europeu, no valor de 13,2 milhões de euros, destinado a desenvolver ferramentas inovadoras para a deteção precoce do cancro do ovário.

Apresentada em Atenas, a iniciativa reúne 28 parceiros de 12 países — incluindo 10 Estados-membros da União Europeia, Reino Unido e Canadá — e pretende colmatar as atuais lacunas “na abordagem ao cancro de ovário hereditário, promovendo a avaliação avançada de risco e novas estratégias de deteção precoce”, explica o IPO em comunicado.

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O IPO de Lisboa será responsável pela coordenação clínica, com um financiamento de 1,3 milhões de euros, contribuindo para a validação de novas tecnologias de deteção precoce da doença.

Considerado o mais letal dos cancros ginecológicos, o cancro do ovário é frequentemente apelidado de “assassino silencioso”. Em Portugal, são diagnosticados anualmente cerca de 570 casos, a maioria já em fases avançadas. Apesar dos progressos médicos, a deteção tardia continua a comprometer as taxas de sobrevivência, traduzindo-se em níveis crescentes de incidência e mortalidade.

Segundo o IPO, o projeto combinará tecnologias maduras e prontas para aplicação em larga escala com inovações emergentes, criando “evidências e caminhos para que os sistemas de saúde” adotem “abordagens mais eficazes na prática clínica”, à semelhança dos rastreios já implementados para o cancro da mama e o colorretal.

Para Angelos Amditis, coordenador do projeto europeu DISARM, o objetivo é “lançar as bases para avanços concretos na gestão do cancro do ovário hereditário”, visando um futuro em que a deteção precoce desta doença se torne uma prática clínica padrão.

Fátima Vaz, diretora de Oncologia Médica do IPO Lisboa e coordenadora clínica do projeto, destaca que a iniciativa “apoia metas essenciais, como a generalização do acesso a testes genéticos para o cancro de ovário hereditário em toda a Europa e o reforço da consciencialização e da prevenção contra esta doença mortal”.

Para a especialista, “é vital a avaliação clínica de métodos promissores de deteção precoce para mulheres em risco de desenvolver cancro do ovário”.

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