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​Professor condenado por abuso sexual de menores outra vez colocado na escola

15 set, 2025 - 14:42 • Cristina Nascimento com Lusa

Sentença do docente, que foi condenado a oito anos de prisão por 62 crimes de abuso sexual de menores, ainda não transitou em julgado. Homem está de baixa e sem contacto com alunos, garante o Ministério.

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O professor que foi condenado a oito anos de prisão por 62 crimes de abuso sexual de menores concorreu ao concurso de professores e foi colocado num agrupamento de Famalicão.

A notícia é avançada pela edição desta segunda-feira do “Jornal de Notícias”.

De acordo com o Ministério da Educação, citado pelo jornal, apesar da colocação no Agrupamento de Escolas de Gondifelos o docente está de baixa e, por isso, sem contacto com os alunos.

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Há um ano, o Tribunal de Guimarães considerou Fernando Silvestre culpado de abusar sexualmente de 15 alunas da Escola Secundária Camilo Castelo Branco. No entanto, o homem recorreu da sentença e ainda aguarda a decisão do Tribunal da Relação.

O caso remonta a 2019. O professor aproveita os ensaios do grupo de teatro, no qual era encenador, para abusar das vítimas. Na altura, o docente ficou 90 dias suspenso e depois entrou de baixa.

Questionado sobre este caso, o ministro da Educação, que falava aos jornalistas à margem da inauguração dos dois novos Centros Tecnológicos Especializados do Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo, em Santo Tirso, no distrito do Porto, recordou que todos os anos exonera vários professores ou pessoal não docente por este tipo de problemas e que a escola tem a responsabilidade de garantir que deixa de haver contacto com os alunos.

"Nem que ele voltasse à escola por ter direito de voltar à escola, ele não teria qualquer contacto com os alunos. Estas situações acontecem, e volto a repetir, temos uma comunidade muito grande, infelizmente temos estas situações. Obviamente, estas pessoas estão sinalizadas e qualquer diretor da escola sabe que uma pessoa nesta situação não pode ter contacto com crianças", disse Fernando Alexandre.

"É a responsabilidade da escola, sim. O processo de descentralização também envolveu uma grande responsabilização. Quem está no terreno tem de ter mais competências e mais responsabilização", disse.

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