Saúde
Amadora-Sintra. Greve afeta serviços do hospital
16 set, 2025 - 14:26 • João Maldonado
Sindicato fala numa adesão superior a 85% nos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica. Mesmo com serviços mínimos assegurados, os exames de rotina estão a ser afetados.
Lamentando o impacto da greve nos utentes, o presidente do sindicato, Luís Dupont, explica, à Renascença, que o protesto está a ter impacto ao nível dos “exames de rotina, como análises, radiologia ou cardiologia”.
O Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (STSDT) fala numa “forte adesão à greve” no Hospital Amadora-Sintra: superior a 85%. O hospital diz que, até às 11h, a adesão rondava os 60%.
Os técnicos procuram uma melhoria das condições salariais: “Aquilo que se pretende é que estes trabalhadores possam aderir ao contrato coletivo, mas nessa adesão temos de ter em conta o histórico do hospital e, também, à semelhança daquilo que foi feito noutros hospitais, que seja reconstituída a carreira e que possa haver lugar a retroativos”.
Também contactado pela Renascença, o Hospital Amadora-Sintra explica que “durante o processo negocial, que foi retomado em maio de 2024, a questão da revalorização da tabela salarial do Acordo de Empresa, em paridade com a carreira dos TSDT (Técnicos Superior de Diagnóstico e Terapêutica), foi afastada da mesa negocial”, tendo em conta que “o hospital não está mandatado para alterar a tabela remuneratória”.
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Além disto, o hospital refere que há uma divergência negocial com os trabalhadores quanto à “data de produção de efeitos dos eventuais acréscimos remuneratórios a que o trabalhador possa ter direito por força do seu reposicionamento”, com o STSDT a propor a atribuição de efeitos retroativos a partir de 2019.
Ambas as questões em causa, de acordo com o Hospital, que apela ao diálogo, dependem de “autorização governamental e ao que sabemos têm sido realizadas e estão agendadas reuniões com o Ministério da Saúde para breve”.
Os serviços mínimos no Amadora-Sintra estão neste momento garantidos. Não havendo novas respostas até outubro, o sindicato não fecha portas à marcação de uma nova greve.
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