APAV com mais pedidos de apoio devido a crimes de homicídio
16 set, 2025 - 08:49 • Olímpia Mairos
Associação apoiou 110 pessoas na sequência de homicídios tentados ou consumados, em 2024.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou mais de uma centena de novos utentes o ano passado devido a homicídios tentados ou consumados. O que significa um aumento de 22 casos em comparação a 2023.
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De acordo com os dados divulgados esta terça-feira, em 2024, a APAV apoiou 110 pessoas na sequência de homicídios tentados ou consumados.
A entidade registou 72 pedidos de apoio por homicídios consumados e 38 por homicídios tentados.
Na origem das 38 pessoas apoiadas por homicídio tentado estiveram 35 crimes e no caso das 72 pessoas apoiadas por homicídio consumado estiveram na sua base 31 crimes.
No total a APAV atendeu 1.971 pessoas sendo que desde 2013, já apoiou 1.103 pessoas.
No âmbito das novas pessoas apoiadas pela APAV em 2024, 59,5% das pessoas agressoras de homicídio tentado e 35,5% das pessoas agressoras de homicídio consumado tinham uma relação de intimidade ou familiar com as vítimas.
Os distritos com mais atendimentos foram Lisboa (36), Porto (24), Setúbal (15) e Leiria (7).
A maior parte de apoios por homicídio tentado foi de mulheres, num total de 71,1%, e 28,9 de homens, o mesmo acontecendo nos casos de homicídio consumado em que foram apoiadas mais mulheres 38 (52,8%), e 34 homens (47,2%).
Em termos de relação com a vítima, a maior parte dos atendimentos foram feitos a filhos (24), irmãos (13) e outros familiares (13). Foram ainda atendidos 8 pais e 4 cônjuges.
O apoio especializado a este tipo de vítimas surgiu em 2013, através da criação da Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídio e Terrorismo (RAFAVHT).
Em 2024, a rede alterou a sua designação para APAV HOPE – apoio a vítimas de homicídio, de terrorismo e de vitimação em massa.
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