16 set, 2025 - 08:04 • Olímpia Mairos
A Guarda Nacional Republicana (GNR) inicia esta terça-feira a operação “Dionísio”, centrada na fiscalização das fronteiras terrestres e dos operadores do setor vitivinícola, com o objetivo de prevenir a introdução ilegal de vinho em território nacional.
A operação prolonga-se até 30 de novembro e, segundo a GNR, visa “recolher informação e prevenir a introdução ilegal de vinho no mercado português, contribuindo para a tranquilidade dos operadores e o regular funcionamento deste setor”.
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Num comunicado, a força de segurança recorda que Portugal é tradicionalmente deficitário na produção de vinho, o que tem levado, há mais de três décadas, à entrada de vinho a granel proveniente de Espanha.
De acordo com a GNR, este vinho entra legalmente em Portugal com designação espanhola ou da União Europeia (UE).
“A situação ilegal de movimento de vinho processa-se em cisternas ou cubas, introduzido nas contas correntes dos vinhos com denominação de origem protegida (DOP) e com indicação geográfica protegida (IGP). Os vinhos podem entrar legalmente, mas são misturados com vinhos portugueses”, explica a GNR, em comunicado.
A GNR sublinha ainda que, entre o período da vindima e 30 de novembro — prazo final para a entrega da Declaração de Colheita e Produção (DCP) — verifica-se uma maior entrada de mostos e vinhos a granel, aumentando o risco de circulação sem a devida documentação ou de forma fraudulenta.