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Grupo desmantelado pela PJ terá burlado cerca de 5.100 suecos
16 set, 2025 - 17:05 • Ana Kotowicz , Olímpia Mairos
Apesar de inicialmente ter anunciado a detenção de 64 pessoas — tal como a Renascença noticiou —, o número foi entretanto atualizado para 65.
Mais de cinco mil suecos foram burlados pelo grupo transnacional desmantelado esta terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ). O núcleo duro da rede criminosa operava a partir do Algarve e é suspeito de, a partir de 2023, ter burlado cerca de 5.100 cidadãos suecos a partir de Portugal.
As vítimas, na maioria idosas, terão sido ludibriadas com mensagens que aparentavam ser de serviços bancários, explicou Carlos Cabreiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, que falava em conferência de imprensa. Apesar de inicialmente ter anunciado a detenção de 64 pessoas — tal como a Renascença noticiou —, o número foi entretanto atualizado para 65.
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De acordo com a PJ, os suspeitos recorriam a técnicas de ‘phishing’ para enganar as vítimas, causando prejuízos superiores a 14 milhões de euros.
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PJ detém 64 suspeitos por ‘phishing’. Prejuízos ascendem aos 14 milhões de euros
Grupo criminoso operava a partir de Portugal, mas (...)
Depois de falar com falsos gerentes de conta, os lesados acabariam por ceder credenciais de acesso às suas contas bancárias e, em alguns casos, o acesso remoto a computadores onde acediam a serviços financeiros, permitindo aos burlões apropriar-se de dinheiro.
Entre os detidos na operação "Pivot" estão três cidadãos suecos, todos homens, que constituiriam o núcleo duro da organização. Além disso, esclareceu Cabreiro, entre os detidos há dezenas de portugueses e nacionais de outros países residentes em Portugal.
O núcleo principal da rede, composto por cidadãos suecos que residiam em Portugal, não só executava as burlas informáticas como também recrutava dezenas de ‘money mules’ (mulas de dinheiro). Estes cediam ou abriam contas bancárias para movimentar os montantes ilícitos, contribuindo assim para o branqueamento de capitais.
Dos 65 detidos, entre 25 e 30 elementos serão apresentados a um juiz para aplicação de medidas de coação mais gravosas, dependendo o número final das diligências que estão a ser feitas pelo Ministério Público, acrescentou o diretor da UNC3T.
Durante as buscas, foram apreendidos equipamentos informáticos, documentação relevante e vários bens adquiridos com os lucros ilegais, incluindo viaturas de alta cilindrada, joias e relógios de elevado valor. Foram ainda apreendidas 76 contas bancárias e 11 carteiras de criptoativos.
A investigação decorreu no âmbito de uma operação conjunta da PJ e da polícia sueca, com o apoio da Europol e da Eurojust, que acompanharam as diligências em Portugal. Em território sueco foram igualmente realizadas operações.
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