Educação
Mais de 90 professores saem do Ministério da Educação e regressam às escolas
17 set, 2025 - 17:28 • Cristina Nascimento
Gabinete do ministro Fernando Alexandre garante que a "prioridade máxima do Governo" é garantir aulas a alunos sem professor.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação assegura que determinou o regresso às escolas de mais de 90 professores que até agora exerciam funções dos serviços do Ministério.
Em comunicado, o gabinete de Fernando Alexandre garante que "a maioria destes docentes vai ocupar horários por preencher nos seus grupos de recrutamento, garantindo assim aulas a milhares de alunos nos Agrupamentos de Escolas ou nos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) a que pertencem, muitos deles onde se registam maiores dificuldades de contratação".
A tutela escreve ainda que os docentes que agora vão regressar às escolas "pertencem a Grupos de Recrutamento (GR) carenciados, nomeadamente ao GR 110 (1.º Ciclo do Ensino Básico), ao GR 300 (Português – 3.º Ciclo e Secundário), ao GR 500 (Matemática – 3.º Ciclo e Secundário) e ao GR 550 (Informática – 3.º Ciclo e Secundário)".
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No fim de julho, o governante anunciou uma reforma na orgânica do ministério que reduz para metade o número de organismos. Na altura, o ministro Fernando Alexandre garantia que o objetivo da reforma não era recuperar professores para o sistema educativo, mas que inevitavelmente tal aconteceria.
A nota do ministério adianta que "a identificação dos docentes que agora regressam à sua escola resultou de um cruzamento, por grupo de recrutamento, das necessidades das escolas com os docentes que permaneciam em situação de mobilidade nos serviços do MECI. Esta análise permitiu apurar que a maioria correspondia a esse critério".
"Nenhum docente que regressa agora à sua escola ou ao respetivo Quadro de Zona Pedagógica ficará geograficamente afastado do seu atual local de trabalho", acrescenta.
O comunicado termina com uma palavra de agradecimento "aos professores que desempenharam funções até agora nos serviços do MECI, desejando-lhes os maiores sucessos no regresso à nobre missão de ensinar" e garante garante que a "prioridade máxima do Governo" é garantir aulas a alunos sem professor.
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