Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 06 jun, 2026
A+ / A-

Trabalho

CGTP promete "dar o devido combate" caso Governo não retire o anteprojeto de revisão laboral

19 set, 2025 - 16:50 • Lusa

No Porto, a concentração está prevista para as 10h30, começando na Praça do Marquês e terminando na Praça D. João I, enquanto em Lisboa está prevista para as 15h00, a começar no Marquês de Pombal e terminando nos Restauradores.

A+ / A-

A CGTP espera milhares de trabalhadores, pensionistas e famílias na manifestação nacional deste sábado contra a revisão da lei laboral e promete "dar o devido combate", caso o Governo não retire o anteprojeto da discussão.

Em declarações à Lusa, Ana Pires, dirigente da Comissão Executiva da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses Intersindical (CGTP), disse esperar que "venham milhares trabalhadores dos locais de trabalho de norte a sul do país" para a manifestação deste sábado e que "esta mobilização [...] seja alargada às famílias, aos reformados e aos pensionistas".

O objetivo é demonstrar "discordância completa e total" contra o anteprojeto de revisão da legislação laboral apresentado pelo Governo e que está a ser debatido com os parceiros sociais e exigir ao executivo "que retire este pacote da discussão", acrescenta a responsável pela ação reivindicativa desta central sindical.

No Porto, a concentração está prevista para as 10h30, começando na Praça do Marquês e terminando na Praça D. João I, enquanto em Lisboa está prevista para as 15h00, a começar no Marquês de Pombal e terminando nos Restauradores.

"Nos setores onde há uma incidência de trabalhadores que trabalham ao fim de semana", os sindicatos afetos à CGTP "avançaram com pré-avisos de greve no sentido de permitir aos trabalhadores que estejam a trabalhar que possam sair dos seus locais de trabalho e participar nesta importante jornada de luta", adianta ainda Ana Pires, dando como exemplo o comércio e serviços, a indústria, a hotelaria e a restauração.

É este o caso da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Energia e Minas (Fiequimetal), que tem um pré-aviso de greve que vigora entre as 00h00 e as 23h59 deste sábado.

A CGTP tem vindo a insistir que o anteprojeto do Governo representa "um verdadeiro retrocesso" nos direitos dos trabalhadores e aponta que há propostas de alteração inconstitucionais.

Entre as medidas mais criticadas por esta central sindical estão medidas relacionadas com os despedimentos, o regresso do banco de horas individual, as alterações nos contratos a prazo ou as mexidas no regime de horários flexíveis.

"A mensagem que queremos transmitir ao Governo é que retire este pacote laboral", aponta a dirigente sindical, admitindo avançar com novas formas de luta.

"Se o Governo insistir no caminho que tem seguido até agora, de ataque aos direitos dos trabalhadores [...], nós cá estaremos para dar o devido combate", acrescenta.

Na última reunião de concertação social, em 10 de setembro, o Governo comprometeu-se a apresentar uma nova versão do anteprojeto, "com evoluções" nas matérias relacionadas com a família e a parentalidade, segundo indicaram a UGT e CIP.

Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 06 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque