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FNAM diz que obstetras do Barreiro não podem ser obrigados a trabalhar nas urgências de Almada

19 set, 2025 - 09:30 • João Malheiro

O Governo vai forçar profissionais de saúde do Barreiro a trabalharem na urgência dos Hospital Garcia da Orta. Joana Bordalo e Sá diz que "a mobilidade forçada não vai resolver a falta de médicos na margem sul".

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Os médicos obstetras do Hospital do Barreiro não podem ser obrigados a trabalhar nas urgências de Almada, sublinha a presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), à Renascença, depois da notícia que dá conta que o Governo vai forçar profissionais do Hospital do barreiro a trabalharem na urgência em Almada.

De acordo com o semanário "Expresso", o Governo vai forçar profissionais de saúde do Barreiro a trabalharem na urgência dos Hospital Garcia da Orta. A transferência forçada deverá ocorrer logo que o Governo avance com a concentração das urgências de obstetrícia na margem sul em Almada, tal como anunciou esta semana no parlamento.

Na altura, Ana Paula Martins disse que para a concentração da urgência no Hospital Garcia de Orta, em Almada, com o apoio do Hospital de Setúbal (a receber casos enviados pelo INEM e pelo SNS 24), seriam necessárias sete equipas completas para o Hospital Garcia de Orta e três de prestação de serviço.

"O despacho só depende da assinatura da ministra e não exige negociação. Está já com os juristas", explicaram ao Expresso os assessores de Ana Paula Martins.

À Renascença, Joana Bordalo e Sá diz que "a mobilidade forçada não vai resolver a falta de médicos na margem sul e vai fazer com que haja mais rescisões de médicos do Serviço Nacional de Saúde".

"Com esta medida de concentrar urgências apenas no hospital Garcia de Orta, o Governo não vai garantir cuidados de proximidade às mulheres e grávidas da margem Sul. Vão continuar a ter de andar quilómetros e quilómetros para serem assistidas", sublinha.

"Não vai resultar, vai levar a mais rescisões. A ministra da Saúde e Luís Montenegro estão a empurrar médicos para fora do SNS", reitera.

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