Cultura
Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins estreia espetáculo inédito em Estarreja
19 set, 2025 - 11:00 • Rita Vila Real
O concerto junta à Orquestra Portuguesas de Guitarras e Bandolins vários músicos, num encontro inédito com hora marcada para as 21h30 do dia 20 de setembro, no Cine-Teatro de Estarreja.
A Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins sobe no sábado ao palco do Cine-Teatro de Estarreja para assinalar os seus 18 anos e mais de 200 concertos. A orquestra vai interpretar, a partir das 21h30, temas originais e cinco obras encomendadas a diferentes compositores portugueses.
Uma das obras apresentadas será "Milodnab et Sarratiug", criada pelo compositor José Carlos Sousa, que trabalha "entre conceitos de espaço" para criar "uma presença de instrumentos que vão circundar o público".
O próprio compositor explica à Renascença que pretende "envolver o público na música e tornar esta experiência auditiva, mais imersiva e menos convencional".
Os instrumentos, para além de estarem em cima do palco, "os músicos vão-se movimentar, vão passar do palco para a plateia", para trabalhar "esta componente espacial".
À orquestra, junta-se também o músico Pedro Henriques da Silva. No espetáculo, o músico interpreta, em conjunto com a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, uma peça de autoria própria, a "PANGÆA".
O desfio de se juntar à Orquestra de Guitarras e Bandolins foi "bastante interessante e curioso", porque "nunca tinha feito uma peça para uma orquestra de guitarras e bandolins antes. Foi a primeira vez na minha vida que eu escrevi uma peça para uma orquestra em que eu toque todos os instrumentos", refere o músico, salientando que as cordas "fazem parte da minha alma".
Pedro vai também interpretar quatro temas de Carlos Paredes, um desafio, e admite que está "com algum nervosismo de tocar um gigante da música portuguesa como Carlos Paredes". Verdes Anos", "António Marinheiro", "Dança Palaciana" e "Canto do Amanhecer" são os temas que o músico vai interpretar, "sempre com a devida vénia ao Carlos Paredes", um artista que "foi um gigante tão grande que às vezes é difícil estar a fugir da sua sombra".
"A magia do público muda completamente a maneira de interpretar", confessa o músico, que tenta fazer um exercício de "viver cada concerto de maneira diferente". No processo de criação desta peça, realça que foi importante "não fazer igual a outros e manter a própria identidade musical".
As obras que se unem pelas cordas da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins para um espetáculo inédito, com bilhetes a rondar os 3 euros.
A Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins pertence à Associação Cultural Plectro, sediada em Gondomar, no Centro Cultural Amália Rodrigues.
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