"Entrei logo em pânico". Queda de grua causa um morto e um ferido grave em Gondomar
19 set, 2025 - 16:06 • Miguel Marques Ribeiro
Vítimas estavam dentro da cabine de uma grua móvel de dez metros. Testemunhas falam de momentos de forte comoção.
Rodrigo Castro terá sido dos primeiros a chamar o 112, depois da queda de uma grua móvel de 10 metros ter provocado um morto e um ferido grave numa obra na Rua Berenice Pereira Gomes, em Gondomar.
Visivelmente emocionado, o jovem de 24 anos recorda o momento do acidente, quando estava a almoçar: "Ouvimos um grande estrondo. Viemos à janela". Primeiro só uma nuvem de fumo era visível mas quando esta começou a baixar revelou um cenário devastador.
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"Quando o fumo desapareceu deu para ver o senhor completamente esmagado por baixo da cabine", diz Rodrigo, não contendo as lágrimas.
"Comecei logo a chorar, entrei logo em pânico", corrobora a mãe, Helena Castro, outras das habitantes do 2.º andar do prédio localizado mesmo em frente ao local do acidente.
O equipamento estava a ser usado pela empresa de construção Adopthouse para limpezas num prédio recém-construído.
Os trabalhadores com cerca de 50 anos estariam dentro de uma cabine, no topo da grua, quando esta tombou no chão.
O trabalhador que veio a morrer estaria a operar a máquina, enquanto um segundo trabalhador, que ficou ferido em estado grave, procedia à limpeza da fachada, com um jato de pressão, segundo estes testemunhos ouvidos no local pela Renascença.
Peritagem ao acidente
A grua, com cerca de 10 metros ficou atravessada na rua depois da queda, com as rodas no ar, mas não provocou danos noutros edifícios.
O alerta foi dado pelas 14h06, lê-se na página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, tendo estado no local 18 operacionais e nove viaturas.
Esta mesma fonte afirmou, pelas 15h50, desconhecer as circunstâncias em que ocorreu o acidente.
A morte e o ferido grave foram confirmados pela Lusa junto do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto.
A Rua Berenice Pereira Gomes foi vedada ao trânsito pela Polícia Municipal, que se escusou a prestar declarações.
Representantes da empresa estiveram no local, mas não responderam a perguntas.
Uma equipa da Autoridade para as Condições do Trabalho efetuou uma vistoria ainda durante a tarde desta sexta-feira e adiantou à Renascença que o equipamento só será removido depois de uma peritagem a ter lugar nos próximos dias.
[Notícia atualizada às 19h39 com reportagem no local]
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