Incêndios
Cinco aeronaves prolongam operação de combate a incêndios rurais por mais 15 dias
30 set, 2025 - 17:38 • Lusa
Vai ser prolongada a operação de dois aviões médios anfíbios do Centro de Meios Aéreos (CMA) de Beja, bem como dos três helicópteros ligeiros dos CMA do Montijo, Monchique e Cachopo.
Os meios de combate aos incêndios rurais vão ser reduzidos a partir de quarta-feira, mas cinco das 11 aeronaves que deviam deixar de integrar o dispositivo vão prolongar a operação, indicou esta terça-feira a Proteção Civil.
Segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), a época que mobiliza mais meios e a considerada mais crítica termina esta terça-feira, passando a estar no terreno a partir de quarta-feira menos operacionais, viaturas e meios aéreos.
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Numa resposta enviada à Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) avançou que cinco aeronaves vão prolongar o período de operação por mais 15 dias, deixando de ter o dispositivo aéreo a partir de quarta-feira menos seis helicópteros do que aqueles que estiveram operacionais nos últimos três meses.
A ANEPC indica que, ao contrário do que estava previsto no DECIR, vai ser prolongada a operação dos dois aviões médios anfíbios do Centro de Meios Aéreos (CMA) de Beja, bem como dos três helicópteros ligeiros dos CMA do Montijo, Monchique e Cachopo.
Segundo a Proteção Civil, o dispositivo aéreo vai ser constituído a partir de quarta-feira por 67 meios aéreos, mas dois estão “inoperativos neste momento”.
Além destes meios aéreos, durante os próximos 15 dias, em que estará em vigor o ‘nível charlie’ – o terceiro que mobiliza mais meios de combate -, vão estar operacionais 12.789 operacionais de 2.133 equipas, 2.810 viaturas e 19 máquinas de rasto.
Desde 1 de julho e até esta terça-feira, no chamado ‘nível delta’ e quando o dispositivo esteve na máxima força, estiveram no terreno 15.025 operacionais de 2.567 equipas, 3.411 viaturas, 16 máquinas de rasto e 74 meios aéreos.
Esta época de fogos fica marcada com quase 270.000 hectares de área ardida, o quarto pior ano em termos de área depois de 2017, 2003 e 2025, e quatro mortos, incluindo um bombeiro, vários feridos e destruição total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
A Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) já anunciou que vai fazer um relatório sobre os grandes incêndios deste ano e a Assembleia da República aprovou a criação de uma comissão técnica, composta por 12 técnicos especialistas, para analisar os fogos.
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