Ouvir
  • Noticiário das 11h
  • 20 jul, 2026
A+ / A-

Crime

Dois detidos por esquema de burlas informáticas que causou prejuízo superior a 1 milhão de euros

03 out, 2025 - 13:31 • Olímpia Mairos

A investigação da PJ já permitiu identificar cerca de 300 vítimas em todo o país, das quais 120 formalizaram queixa.

A+ / A-

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem e uma mulher suspeitos da prática de centenas de burlas informáticas e de branqueamento de capitais. O prejuízo já apurado ultrapassa um milhão de euros, valor que foi dissipado através de várias contas bancárias pertencentes a angariadores.

Em comunicado enviado à Renascença, a PJ indica que as burlas foram concretizadas através de métodos de engenharia social.

“Todas as burlas foram efetuadas através de métodos de engenharia social, sendo os “modi operandi” muito diversificados, tais como as ditas burlas “Olá pai, Olá mãe”, SMS para pagamento de encomendas e despesas em instituições públicas, burlas através do “Marketplace” com a suposta prestação de serviço de táxi de longo curso, que obrigava a parte do pagamento do serviço que nunca foi prestado”, lê-se na nota.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

De acordo com a polícia de investigação criminal, os suspeitos utilizavam ainda a aplicação de encontros Grindr, aplicação de encontros direcionada à comunidade LGBT, seguido de “sextorsion”.

“Marcavam encontros online e trocavam fotos de cariz sexual com as vítimas. Posteriormente, ameaçavam-nas com a publicação das referidas fotos caso não lhe fosse entregue uma determinada quantia de dinheiro”, explica a PJ.

A investigação da PJ já permitiu identificar cerca de 300 vítimas em todo o país, das quais 120 formalizaram queixa. Foram igualmente constituídos arguidos outros indivíduos que colaboravam no esquema — conhecidos como “mulas” — cuja atividade criminosa já foi interrompida.

Os dois detidos, ambos maiores de idade, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação adequadas.

O inquérito é conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Castelo Branco e a investigação mantém-se em curso.

Ouvir
  • Noticiário das 11h
  • 20 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque