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“Que futuro?” Estudantes marcham esta sexta-feira pelo fim aos combustíveis fósseis até 2030

09 out, 2025 - 12:59 • Olímpia Mairos

O movimento estudantil já anunciou que, caso o Governo não se comprometa até novembro com o fim dos combustíveis fósseis até 2030, as escolas serão encerradas entre 17 e 22 de novembro, numa paralisação nacional.

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Lisboa vai receber, esta sexta-feira, 10 de outubro, uma nova onda de protestos estudantis pelo clima. Sob o lema “Estudar para que futuro?”, centenas de jovens vão marchar do Largo Camões, às 11h, até à residência oficial do primeiro-ministro, exigindo que o Governo português ponha fim ao uso de combustíveis fósseis até 2030.

A manifestação é convocada pela Greve Climática Estudantil e apresentada como “um último aviso” ao Governo. O movimento denuncia a inação política face à crise climática e exige um plano concreto para uma transição energética justa e urgente.

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De acordo com o grupo Climáximo, no ano passado, dezenas de estudantes — desde o ensino básico ao universitário — entregaram no Palácio de São Bento uma carta pedindo o Fim ao Fóssil até 2030, hoje subscrita por mais de 1800 jovens. O documento avisa que, se o Governo não atender à exigência, os estudantes irão paralisar as escolas em protesto.

“Precisamos de fazer algo, não temos opção. Só queremos a possibilidade de ter um futuro justo e em segurança”, afirma Catarina Bio, estudante de Direito, citada em comunicado.

“O governo sabe que está a condenar a minha geração a uma vida miserável, ou mesmo à morte, se não garantir uma transição nos próximos cinco anos. Mas continua a escolher vender o nosso futuro para encher os bolsos da indústria fóssil”, afirma a estudante universitária.

Também Fernanda, estudante do ensino secundário, relembra as consequências já visíveis da crise climática.

“Este verão, a crise climática matou pelo menos 16 mil pessoas na Europa — e a cada ano vai ser pior. Vivemos com medo de que um dia sejamos nós ou alguém que amamos. O governo continua a ignorar a maior emergência que já atravessámos”, declara.

Por sua vez, Leonor Chicó, estudante de Antropologia, reforça o caráter urgente do protesto.

“Não consentimos em ser uma geração sem futuro. Já tentámos de tudo — este é o último aviso. Se o governo continuar a escolher os lucros das empresas fósseis em vez da ciência, vamos fechar as escolas”, promete.

O movimento estudantil já anunciou que, caso o Governo não se comprometa até novembro com o fim dos combustíveis fósseis até 2030, as escolas serão encerradas entre 17 e 22 de novembro, numa paralisação nacional.

A Greve Climática Estudantil apela à participação de todos os que acreditam num futuro de justiça social e climática. "O nosso futuro não está à venda”, sublinham.

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