15 out, 2025 - 09:28 • Olímpia Mairos
Lisboa acolhe no próximo domingo, dia 19 de outubro, uma Marcha pela Palestina. A iniciativa arranca no Rossio pelas 15h30 e segue em direção ao Largo José Saramago (Campo das Cebolas).
A mobilização, organizada pela Amnistia Internacional Portugal, Fundação José Saramago, Greenpeace Portugal, Médicos Sem Fronteiras Portugal e Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, pretende expressar solidariedade com o povo palestiniano e exigir o respeito pelos direitos humanos e pelo direito internacional.
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As organizações afirmam que o povo palestiniano “sofre há décadas com a ocupação e o apartheid” e que os últimos dois anos representaram uma “agressão genocida” que deixou “vidas reduzidas a ruínas”.
A marcha tem como objetivo apelar ao fim do genocídio, do regime de apartheid e da ocupação da Palestina, além do levantamento imediato do bloqueio a Gaza e da entrada livre de ajuda humanitária.
O percurso termina junto à oliveira do Largo José Saramago, onde será lido o manifesto da iniciativa e haverá várias intervenções, incluindo de Jonatan Benebgui, da Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, e de Dima Mohammed, académica e ativista luso-palestiniana.
Para já, não há relato de vítimas mortais ou pesso(...)
Para João Godinho Martins, diretor-geral da Amnistia Internacional Portugal, citado em comunicado, “o cessar-fogo exige de todos nós um alerta permanente sobre o futuro da Palestina (...). O bloqueio deve ser totalmente levantado. Qualquer acordo duradouro tem de assentar no respeito pelos direitos humanos e pôr fim ao genocídio e à ocupação ilegal”.
Já Sérgio Machado Letria, diretor executivo da Fundação José Saramago, citando o escritor, diz que “um dia se fará a história do povo palestino e ela será um monumento à indignidade e cobardia dos povos”, destacando que esta saída à rua é “para exigir o fim do genocídio e dignidade para o povo palestiniano”.
Também a Greenpeace alerta que a violência em Gaza destrói vidas e o meio ambiente.
“Bombardeamentos e bloqueios causam devastação ecológica e agravam a falta de água, alimentos e energia. Justiça climática e social são inseparáveis: proteger o ambiente é também defender a vida e a dignidade do povo palestiniano”, declara Toni Toni Melajoky Roseiro da Greenpeace Portugal,
Por sua vez, João Antunes, diretor-geral da Médicos Sem Fronteiras Portugal diz que “o que as equipas da Médicos Sem Fronteiras têm visto na Faixa de Gaza é um genocídio.
“Se os palestinianos não estão a ser assassinados por bombardeamentos, estão a ser assassinados pela falta de alimentos e água ou pela escassez de provisões médicas nos hospitais, os quais são também implacavelmente atacados. É urgentemente necessária uma solução duradoura que restaure e mantenha, de uma vez por todas, a dignidade do povo palestiniano”, defende.