Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 06 fev, 2026
A+ / A-

Marcha pela Palestina reúne organizações em Lisboa a 19 de outubro

15 out, 2025 - 09:28 • Olímpia Mairos

Iniciativa conjunta da Amnistia Internacional, Fundação José Saramago, Greenpeace, Médicos Sem Fronteiras e Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina quer exigir o fim do genocídio, da ocupação e do bloqueio a Gaza.

A+ / A-

Lisboa acolhe no próximo domingo, dia 19 de outubro, uma Marcha pela Palestina. A iniciativa arranca no Rossio pelas 15h30 e segue em direção ao Largo José Saramago (Campo das Cebolas).

A mobilização, organizada pela Amnistia Internacional Portugal, Fundação José Saramago, Greenpeace Portugal, Médicos Sem Fronteiras Portugal e Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, pretende expressar solidariedade com o povo palestiniano e exigir o respeito pelos direitos humanos e pelo direito internacional.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

As organizações afirmam que o povo palestiniano “sofre há décadas com a ocupação e o apartheid” e que os últimos dois anos representaram uma “agressão genocida” que deixou “vidas reduzidas a ruínas”.

A marcha tem como objetivo apelar ao fim do genocídio, do regime de apartheid e da ocupação da Palestina, além do levantamento imediato do bloqueio a Gaza e da entrada livre de ajuda humanitária.

O percurso termina junto à oliveira do Largo José Saramago, onde será lido o manifesto da iniciativa e haverá várias intervenções, incluindo de Jonatan Benebgui, da Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, e de Dima Mohammed, académica e ativista luso-palestiniana.

Para João Godinho Martins, diretor-geral da Amnistia Internacional Portugal, citado em comunicado, “o cessar-fogo exige de todos nós um alerta permanente sobre o futuro da Palestina (...). O bloqueio deve ser totalmente levantado. Qualquer acordo duradouro tem de assentar no respeito pelos direitos humanos e pôr fim ao genocídio e à ocupação ilegal”.

Já Sérgio Machado Letria, diretor executivo da Fundação José Saramago, citando o escritor, diz que “um dia se fará a história do povo palestino e ela será um monumento à indignidade e cobardia dos povos”, destacando que esta saída à rua é “para exigir o fim do genocídio e dignidade para o povo palestiniano”.

Também a Greenpeace alerta que a violência em Gaza destrói vidas e o meio ambiente.

“Bombardeamentos e bloqueios causam devastação ecológica e agravam a falta de água, alimentos e energia. Justiça climática e social são inseparáveis: proteger o ambiente é também defender a vida e a dignidade do povo palestiniano”, declara Toni Toni Melajoky Roseiro da Greenpeace Portugal,

Por sua vez, João Antunes, diretor-geral da Médicos Sem Fronteiras Portugal diz que “o que as equipas da Médicos Sem Fronteiras têm visto na Faixa de Gaza é um genocídio.

Se os palestinianos não estão a ser assassinados por bombardeamentos, estão a ser assassinados pela falta de alimentos e água ou pela escassez de provisões médicas nos hospitais, os quais são também implacavelmente atacados. É urgentemente necessária uma solução duradoura que restaure e mantenha, de uma vez por todas, a dignidade do povo palestiniano”, defende.

Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 06 fev, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Claro
    15 out, 2025 Tem de ser 12:47
    Estão um bocado desfasados do calendário, não estão? A Paz já foi assinada e tudo o resto há-de ir aparecendo. Mas claro, a manif já estava calendarizada, já receberam e gastaram o "cacau" que lhes pagaram, pelo que a manif embora anacrónica, tem de se fazer

Destaques V+