Polícia Segurança Pública
Cerca de 200 polícias protestaram em Lisboa para exigir melhores salários
16 out, 2025 - 19:46 • João Maldonado , com Lusa
"Isto é um início do protesto", disse o presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia. Exigem salários mais altos, revisão dos suplementos e o fim das restrições à entrada na pré-aposentação.
Cerca de 200 de polícias manifestaram-se esta quinta-feira, em Lisboa, para exigir salários mais altos, revisão dos suplementos e o fim das restrições à entrada na pré-aposentação, pedindo para que "não continuem a ser discriminados negativamente".
O protesto provocou, em hora de ponta, constrangimentos no trânsito nas zonas centrais da cidade lisboeta, como a Avenida Almirante Reis e o Rossio. Reuniram-se "polícias de todo o país, incluindo ilhas", confirmou o presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP), Paulo Macedo.
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A marcha saiu pelas 18h00 da Penha da França, onde está localizada a Direção Nacional da PSP, e os profissionais fizeram um percurso de uma hora até ao Ministério da Administração Interna (MAI), no Terreiro do Paço.
No final do protesto, o presidente do SPP entregou no MAI um manifesto reinvindicativo. Paulo espera que as "próximas iniciativas" tenham maior afluência, porque se trata apenas de "um início de um protesto".
Em frente ao MAI juntaram-se aos polícias elementos da Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG), que pela primeira vez participam num protesto.
Gilberto Alves, presidente adjunto do SPP, disse que o protesto tem "três pontos fundamentais", designadamente o ordenado base, os suplementos, que não são revistos desde 2010, e pré-aposentação.
"O Governo está a travar a saída dos policias para a pré-aposentação", afirmou Gilberto Alves, lamentando que estes temas não estejam incluídos no Orçamento do Estado para 2026 e que a ministra ainda "não tenha falado sobre este problema".
Tiago Fernandes, vice-presidente do Sinapol, afirmou que o sindicato esteve presente neste protesto por ser altura "de sair à rua para instar o Governo a iniciar negociações e não conversações".
Para o dirigente do Sinapol, o Governo já devia ter entregado um documento aos sindicatos com uma proposta sobre o que pretende para a polícia.
Este protesto foi organizado pelo Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP), o segundo maior sindicato da PSP, mas contou com outras estruturas sindicais da polícia, designadamente o Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), a Associação Sindical Autónoma de Polícia (Asapol) e o Sindicato de Polícia Pela Ordem e Liberdade (SPPOL), os dois últimos sem direito a negociação com o Governo por falta de representatividade.
[Notícia atualizada às 20h36 para incluir declarações do presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia, Paulo Macedo]
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