Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 15 jun, 2026
A+ / A-

Alentejo

Pelo menos 200 peixes mortos encontrados na albufeira do Roxo

17 out, 2025 - 21:01 • Lusa

Morte de carpas e pimpões não estará ligada a poluição, porque "os peixes mortos apareceram em dois pontos distintos da albufeira", confirmou o presidente da Associação de Beneficiários do Roxo, António Parreira.

A+ / A-

Pelo menos 200 peixes foram encontrados mortos esta semana nas margens da albufeira do Roxo, que abrange os concelhos alentejanos de Aljustrel e Beja. As autoridades divulgaram esta sexta-feira que estão a investigar as causas desta ocorrência.

A Associação de Beneficiários do Roxo (ABR) contabilizou "à volta de 200 peixes mortos, sobretudo carpas e pimpões", nesta albufeira do distrito de Beja, tendo começado, na quinta-feira, a recolhê-los, disse o presidente da ABR, António Parreira.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

"Tivemos conhecimento desta situação, na tarde de terça-feira, e já começámos a retirar os peixes, que se encontram junto da margem", acrescentou o mesmo responsável.

Segundo António Parreira, foram encontrados peixes mortos "em dois locais, num regolfo junto à Mina da Juliana [no concelho de Beja] e junto ao paredão da barragem [no concelho de Aljustrel], onde a albufeira até tem maior profundidade".

A situação foi denunciada à agência Lusa por Sónia Sacramento, que reside em Ervidel, concelho de Aljustrel, localidade situada a poucos quilómetros da barragem do Roxo.

Segundo esta cidadã, num passeio no último sábado para a observação de aves migratórias, acabou pode detetar "uma grande quantidade de peixes mortos, na sua maioria pimpões", numa zona da albufeira. Sónia Sacramento acrescentou que outros cidadãos também descobriram peixes mortos "em mais do que um local" da albufeira, nomeadamente nas proximidades da localidade de Mina da Juliana.

O presidente da ABR, com sede em São João de Negrilhos (Aljustrel) e responsável pela gestão da barragem, esclareceu que a entidade fez "o que tinha que fazer", ou seja, "comunicou o sucedido às autoridades e está à retirar os peixes".

"Comunicámos o que estava a acontecer ao SEPNA [Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR] e ao ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas]. Mais não podemos fazer", argumentou.

António Parreira frisou ser "prematuro avançar com uma potencial causa" para a mortandade piscícola, mas também realçou que isso cabe "às autoridades competentes", que já "recolheram amostras dos peixes mortos para a realização de análises".

A morte não estará ligada a poluição, porque "os peixes mortos apareceram em dois pontos distintos da albufeira", admitiu, insistindo que "o resto cabe às agências do ambiente fazerem o seu trabalho e apurarem".

António Parreira indicou ainda à Lusa que a albufeira está com "35 milhões de metros cúbicos de água, correspondendo à volta de 35% do volume de armazenamento", o que "é bom" porque a associação "costuma acabar as campanhas de rega com cerca de 12 milhões de metros cúbicos" armazenados na barragem.

Segundo a GNR, caberá ao ICNF e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) "determinarem as causas [da mortandade] e investigarem".

A Lusa também questionou, por correio eletrónico, a ARH do Alentejo/APA sobre esta matéria, mas não obteve resposta até ao início da noite desta sexta-feira.

Inaugurada em 1967, a barragem do Roxo garante o abastecimento público aos concelhos de Beja e Aljustrel, além de fornecer água para um perímetro de rega agrícola que abrange mais de 8.500 hectares.

Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 15 jun, 2026
Saiba Mais
      Comentários
      Tem 1500 caracteres disponíveis
      Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

      Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

      Vídeos em destaque