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Elevador

Engenheiro Carlos Neves: "Responsabilidade técnica é exclusiva da Carris"

21 out, 2025 - 17:00 • Vítor Mesquita com Hugo Monteiro

Em termos políticos, o engenheiro Carlos Neves considera que a responsabilidade política é do Governo que isentou equipamentos como o elevador da Glória de supervisão externa.

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Ouça aqui as declarações do presidente do Colégio de Engenharia Mecânica da Ordem dos Engenheiros

As responsabilidades técnicas do acidente do Elevador da Glória são exclusivamente da Carris — a empresa que adquiriu e optou pelo cabo que não estava certificado — e que não terá indicado à empresa de manutenção sequer como o instalar. Esta é a opinião de Carlos Neves, presidente do Colégio de Engenharia Mecânica da Ordem dos Engenheiros, entrevistado pela Renascença, e que reagia assim ao relatório preliminar ao acidente que matou 16 pessoas.

Sobre a responsabilidade política — que a oposição na Câmara de Lisboa considera ser do presidente do município, Carlos MoedasCarlos Neves diz ser do Governo, não do atual, mas do que isentou equipamentos como elevador da Glória de supervisão externa.

Ou seja, o engenheiro referia-se ao executivo de António Costa, que estava no poder quando a decisão foi tomada.

Assim, Carlos Neves critica a decisão do Governo de 2020 que, ao aplicar um regulamento europeu, decidiu equiparar o elevador a outros monumentos nacionais, e isentá-lo de fiscalização do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que poderia ter detetado o erro no cabo utilizado naquele equipamento.

Em declarações à Renascença — que pode ouvir na íntegra clicando na imagem —, o responsável do Colégio de Engenharia Mecânica da Ordem diz que houve uma falha na avaliação de risco.

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