Ouvir
  • Noticiário das 10h
  • 08 dez, 2025
A+ / A-

​Governo vai acabar com "vazio" de supervisão do Elevador da Glória

21 out, 2025 - 16:29 • Redação

Ministro Miguel Pinto Luz considera que, em nome da segurança, tem de haver um maior investimento na manutenção e fiscalização.

A+ / A-

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, confirma que o Governo quer alterar a lei que isentou os elevadores da Carris de fiscalização pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Um dia após a divulgação do relatório preliminar do acidente no Elevador da Glória, Miguel Pinto Luz garante que o processo para mudar a legislação foi lançado logo após o desastre de 3 de setembro, que provocou 16 mortes e duas dezenas de feridos.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

“O relatório aponta para uma lacuna na área da supervisão, algo que o Governo já tinha sido detetado no pós-tragédia, e o Governo mandatou o IMT para lançar o processo legislativo, que estará pronto nas próximas semanas, para redefinir o processo de supervisão, nomeadamente nos metros ligeiros, nos funiculares, porque não pode haver um vazio.”

Em declarações aos jornalistas em Chaves, Miguel Pinto Luz salienta que, em nome da segurança, tem de haver um maior investimento na manutenção e fiscalização.

“Não nos podemos esquecer que podemos lançar grandes obras de infraestruturas, mas essas infraestruturas têm que ter manutenção. Sem manutenção, corremos o risco de elas se tornarem obsoletas, incapazes de servir os nossos concidadãos em segurança”, defende o ministro das Infraestruturas, à margem do arranque do roteiro pela Estrada Nacional 2.

De acordo com o relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), divulgado na segunda-feira, os ascensores, como o da Glória e do Lavra, em Lisboa, assim como os elétricos da Carris, estão fora da supervisão do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), estando apenas debaixo da fiscalização da própria empresa gestora, a Carris.

O GPIAAF “constatou que os carros elétricos” da Carris “estão na mesma situação [sem supervisão independente], por não existir um enquadramento legal para a regulação técnica e de segurança dos sistemas de elétricos que circulam em via não reservada”.

“Desta forma, as condições de segurança dos elétricos, históricos, modernizados ou modernos, que circulam nos arruamentos públicos em comum com veículos rodoviários, quer na sua entrada ao serviço, quer durante a sua vida”, não estão, em Portugal, sujeitas “ao cumprimento de quaisquer regras que não as definidas pela própria empresa, nem, principalmente, a qualquer tipo de supervisão independente”, concluiu o GPIAAF.

Ouvir
  • Noticiário das 10h
  • 08 dez, 2025
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+