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Saúde

Ordem dos Enfermeiros apoia eventual nomeação de Luís Cabral para INEM

27 out, 2025 - 14:21 • Lusa

Liderança de Luís Cabral representa "uma visão para o INEM que respeita as competências diferenciadas dos enfermeiros", sublinha o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira.

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A Ordem dos Enfermeiros (OE) manifestou esta segunda-feira apoio à eventual nomeação de Luís Cabral para a presidência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), apelando à rápida formalização do processo para garantir estabilidade institucional.

A posição da OE surge na sequência das notícias da passada sexta-feira sobre a substituição de Sérgio Janeiro por Luís Cabral na presidência do INEM.

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Citado em comunicado, o bastonário da OE, Luís Filipe Barreira, sublinhou que a liderança de Luís Cabral representa "uma visão para o INEM que respeita as competências diferenciadas dos enfermeiros".

Luís Filipe Barreira destacou a experiência do médico na emergência pré-hospitalar e os resultados do modelo implementado nos Açores "reconhecido internacionalmente".

Entre as medidas adotadas sob a liderança de Luís Cabral nos Açores, a OE destaca a introdução da Triagem de Manchester no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e o alargamento da rede de Suporte Imediato de Vida, ambas integradas na proposta de Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) apresentada pela Ordem em 2024.

A OE reconhece também o trabalho desenvolvido pelo presidente cessante, Sérgio Janeiro, e reafirma a sua disponibilidade para colaborar com a nova liderança, contribuindo para um modelo mais eficiente e centrado na qualidade dos cuidados.

A eventual nomeação Luis Cabral já foi no entanto criticada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar devido ao modelo adotado nos Açores, onde Luis Cabral é diretor clínico do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

De acordo o sindicato, que pediu que a decisão fosse reavaliada, as posições públicas e o trabalho desenvolvido por Cabral nos Açores "são contrárias à melhor evidência [informação] científica", além de assentarem "num sistema seis vezes mais caro do que o utilizado no continente".

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