Autoridades procuram tripulantes de embarcação que matou GNR no Guadiana
28 out, 2025 - 06:44 • Alexandre Abrantes Neves com Redação e Lusa
Três outros militares da GNR ficaram feridos. "Mesmo 'com risco da própria vida', fazem-no diariamente e encontram-se desprotegidos perante o seu estatuto e dignidade profissionais", denuncia a Associação dos Profissionais da Guarda.
Um militar Guarda Nacional Republicana (GNR) morreu e três ficaram feridos, na segunda-feira à noite, após uma colisão entre uma embarcação da guarda e uma civil, no rio Guadiana.
Todas as vítimas são militares da GNR, de acordo com fonte da GNR contactada pela Renascença.
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Em comunicado, a GNR confirma que a Polícia Judiciária já se encontra a investigar o caso. Neste momento, decorrem operações para encontrar tripulantes da embarcação que é suspeita de tráfico de droga.
Há indicações de que a embarcação transportava haxixe desde Marrocos, por ser essa uma das rotas habituais de narcotráfico, mas não houve qualquer confirmação por parte das autoridades.
A vítima mortal era um militar da unidade de controlo costeiro da GNR, de Lagos, mas que nesta noite encontrava-se destacado na zona do Guadiana, onde tem ocorrido bastantes desembarques de droga.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) expressou "profunda tristeza" aos familiares do militar em serviço e antigo dirigente da associação, exigindo ao Governo "respostas firmes" e medidas que reconheçam o risco da profissão.
"Os profissionais da GNR que juraram cumprir a sua missão, mesmo 'com risco da própria vida', fazem-no diariamente e, lamentavelmente, encontram-se desprotegidos perante o seu estatuto e dignidade profissionais", denuncia a APG/GNR.
A ministra da Administração Interna também reagiu ao acidente e lamentou a morte do militar no que descreve como um "momento trágico".
"Uma palavra de solidariedade e sentidas condolências à família, aos amigos, à Guarda Nacional Republicana e, em particular, aos militares da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras", é referido numa nota de pesar do gabinete de Maria Lúcia Amaral. O Ministério expressa, igualmente, uma rápida recuperação aos restantes militares da GNR feridos na colisão.
Já o Presidente da República manifestou "o seu pesar pelo falecimento em serviço do cabo Pedro Manata e Silva", quando trabalhava para "a favor do respeito da lei e da sociedade".
"O chefe de Estado está a acompanhar a situação dos três militares feridos, a quem transmite a sua solidariedade e apoio, esperando a sua rápida recuperação", refere, ainda, o texto publicado no site da Presidência.
“O alerta para a colisão foi dado às 23h21, desconhecendo-se mais pormenores sobre o acidente que ocorreu no Guadiana, em Alcoutim, no distrito de Faro”, indicou fonte do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve.
No local estiveram 35 operacionais, com o apoio de 14 veículos.
Tudo aconteceu ao largo de Alcoutim, numa operação de patrulhamento ao início da madrugada.
[Notícia atualizado às 15h11 para acrescentar as condolências da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR)]
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