29 out, 2025 - 14:29 • João Cunha
Há uma luz ao fundo do túnel. Depois de quase um mês sem receberem vencimento, devido à suspensão temporária e não remunerada aplicável a funcionários públicos norte-americanos, por causa da paralisação parcial por não ter sido aprovado o orçamento federal dos Estados Unidos, os cerca de 450 funcionários poderão ver o problema resolvido, a curto prazo.
Artur Lima, vice-presidente do Governo Regional dos Açores, explica à Renascença que a situação é "complexa e delicada", ainda para mais porque não há uma previsão sobre quando é que os Estados Unidos poderão garantir esse pagamento.
Mas agora, o governo regional anuncia uma de duas soluções possíveis.
"O governo da República pode adiantar esse dinheiro, como é sua obrigação, já que se trata de um acordo (o das Lajes) entre os dois Estados. Estamos em conversações com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa para encontrar uma solução", explica o governante.
A outra solução surgirá, caso do outro lado do Atlântico o impasse se mantenha e o governo português não dê uma resposta.
"O governo dos Açores está a estudar um plano B, porque nós não vamos deixar os trabalhadores sem salário. Estamos a trabalhar numa solução para acudir a esta gente, durante um a dois meses que seja necessário", garante Artur Lima, recordando que os trabalhadores das Lajes recebem à quinzena.
"É o american way of life que eles também têm. E em alguns casos, há marido e mulher" a trabalharem na base, detalha.
Assim, há famílias que voltam a lidar com este problema, embora em 2013, durante a primeira presidência de Donald Trump, tenham ficado sem vencimento, mas não durante tanto tempo.