29 out, 2025 - 08:22 • Olímpia Mairos , com João Cunha
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou esta quarta-feira o aviso meteorológico para vermelho no distrito de Faro, devido à chuva forte, por vezes acompanhada de trovoada e rajadas fortes. Este é o nível mais grave numa escala de quatro e estará em vigor até às 10h00.
Após esse período, Faro mantém-se sob aviso laranja até às 15h00, devido à previsão de trovoadas e vento forte.
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Os distritos de Évora, Setúbal e Beja estão sob aviso laranja — o segundo mais grave — por causa da chuva intensa. Em Beja, soma-se ainda um aviso amarelo por trovoada.
Já Santarém e Lisboa permanecem sob aviso amarelo até ao meio-dia, enquanto Castelo Branco e Portalegre terão o mesmo nível de alerta até às 15h00.
A forte chuva que caiu durante a manhã causou várias inundações nos concelhos de Faro e Vila Real de Santo António, no Algarve.
De acordo com o comando sub-regional do Algarve da Proteção Civil, todos os meios disponíveis foram mobilizados “para muitos dos locais onde se têm verificado inundações”.
O chefe de sala operacional, Hélder Correia, explicou à agência Lusa que as equipas estão totalmente empenhadas no terreno:
“Estamos com todos os meios a trabalho. Neste momento, não podemos avançar com números porque as ocorrências estão em curso, tanto em meios humanos como materiais”, explicou.
A Proteção Civil destacou ainda que a precipitação intensa tem causado cheias sobretudo na via pública, dificultando a circulação em várias zonas.
Apesar da chuva intensa que caiu durante a madrugada, sobretudo nas regiões Centro e Sul do país, não se registou um aumento significativo de ocorrências que exigissem a intervenção dos bombeiros.
A informação foi avançada à Renascença pelo Comandante Paulo Santos, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Já em Lisboa, entre as 16h00 e as 22h00 de terça-feira, segundo a proteção civil municipal, o número de ocorrências associadas ao mau tempo chegou às 174, a maioria devido a inundações.
A maioria das ocorrências deveu-se a inundações de espaços privados, do espaço público e inundações. Foram registadas também 11 por quedas de árvore, 10 devido a acidentes rodoviários, cinco por quedas de estruturas e duas por queda de revestimento.
[notícia atualizada às 8h44 de dia 29 de outubro de 2025 para acrescentar mais detalhes sobre o mau tempo no Algarve]