Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 22 jul, 2026
A+ / A-

Educação

Falsa professora de Matemática acusada de dar aulas durante 36 anos

29 out, 2025 - 20:39 • Diogo Camilo

Paula Pinto Pereira, hoje com 62 anos, deu aulas de Matemática entre 1987 e 2023, chegou a escrever manuais de Matemática, foi diretora de turma, orientadora de estágios e coordenadora do plano curricular do agrupamento a que pertencia. Está acusada de um crime de usurpação de funções.

A+ / A-

A falsa professora que deu aulas de Matemática durante 30 anos numa escola da Margem Sul foi acusada formalmente de um crime de usurpação de funções.

Em comunicado, o Ministério Público refere que a arguida " exerceu funções de docente, lecionando a disciplina de matemática entre 18 de maio de 1987 e 12 de setembro de 2023, sem que tivesse habilitações para tal", em "vários estabelecimentos de ensino".

Hoje com 62 anos, Paula Pinto Pereira, que foi despedida por falsificar documentos, exerceu ainda funções de orientadora de estágios e diretora de turma, tendo ainda escrito manuais de Matemática do 11.º e 12.º ano e sido "coordenadora do Plano Curricular de Matemática nos anos letivos 2007/2008 e 2008/2009 no agrupamento escolar a que pertencia".

"De modo a ingressar na carreira docente e desempenhar as referidas funções, a arguida utilizou documentos falsos que certificavam as habilitações", refere o Ministério Público de Almada, que liderou a investigação.

A falsa professora entrou nos quadros definitivos da carreira docente em 2003 e colocou-se no 10.º escalão, o mais alto da carreira de professor, recebendo mais de 2 mil euros líquidos por mês.

O inquérito em causa esteve em vias de ser arquivado pelo Ministério Público, tendo sido reaberto graças à insistência da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, noticiou o Público no domingo, com o MP a entender que os crimes cometidos haviam prescrito.

Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 22 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque