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Operação “Hair-Cut”

PJ realiza buscas no Novo Banco e na KPMG

29 out, 2025 - 11:45 • Olímpia Mairos

Em causa estão suspeitas de terem sido praticadas diversas ilegalidades na venda de ativos imobiliários detidos por uma instituição bancária apoiada financeiramente pelo Estado português, através do Fundo de Resolução, resultando dessas operações avultados prejuízos para o Banco em questão e para os interesses do Estado.

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A Polícia Judiciária realizou esta quarta-feira uma operação de buscas na sede do Novo Banco e nas instalações da consultora KPMG.

A informação foi inicialmente divulgada pela CNN Portugal e confirmada à Renascença por fonte oficial da PJ, que não adiantou mais pormenores.

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Em causa, segundo a estação de televisão, estão suspeitas de crimes ligados à venda de ativos do antigo Banco Espírito Santo (BES). O caso envolve o fundo Lone Star.

Em comunicado enviado à Renascença, a PJ confirma a realização, esta quarta-feira, na zona da Grande Lisboa, de uma operação policial, no âmbito de um inquérito dirigido pelo DCIAP, que visa “a execução de dezenas de mandados de busca e apreensão e de pesquisa informática, em que se investigam factos suscetíveis de consubstanciar a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa no setor privado, burla qualificada e branqueamento”.

Em causa estão suspeitas de terem sido praticadas diversas ilegalidades na venda de ativos imobiliários detidos por uma instituição bancária apoiada financeiramente pelo Estado português, através do Fundo de Resolução, resultando dessas operações avultados prejuízos para o Banco em questão e para os interesses do Estado”, lê-se na nota.

A operação mobiliza mais de uma centena de inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, 14 Procuradores do Ministério Público, três Juízes de Instrução Criminal e um elemento da AT.

Segundo a PJ, a investigação vai prosseguir, com a realização da subsequente análise aos elementos probatórios recolhidos, visando o apuramento integral de todas as condutas criminosas e a célere conclusão dos inquéritos em apreço.

Em comunicado enviado às redações, a KPMG Portugal também confirmou que decorreram, nos seus escritórios em Lisboa, diligências por parte das autoridades judiciais para recolha de informação sobre um dos seus clientes. Esclarece, no entanto, que a KPMG Portugal não é visada na operação e continua disponível para colaborar com as autoridades judiciais.

[notícia atualizada às 11h58 de 29 de outubro de 2025 para acrescentar comunicado da PJ]

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