29 out, 2025 - 13:37 • Olímpia Mairos
A Polícia Judiciária (PJ) participou numa operação marítima internacional de grande escala, designada “Galgo”, que resultou na interceção de uma lancha de alta velocidade com mais de 2,3 toneladas de cocaína a bordo.
A operação foi coordenada através do MAOC (N) — o Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos, com sede em Lisboa — e envolveu forças de vários países europeus e aliados.
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Em comunicado enviado à Renascença, a PJ esclarece que a operação visou o combate ao tráfico de droga por via marítima, com especial foco nas embarcações rápidas utilizadas pelas redes criminosas.
Durante a missão, foram detetadas várias embarcações em águas internacionais, tendo uma delas sido intercetada por uma unidade naval francesa, que precisou de recorrer a tiros de precisão para desativar os motores da lancha que se recusava a acatar as ordens de paragem.
“Uma vez que estas embarcações, por regra, não acatam as ordens das autoridades para parar, a unidade naval francesa envolvida na interceção teve mesmo de recorrer a tiros de precisão para desativar os motores da embarcação”, precisa a PJ.
A equipa francesa de abordagem deteve os quatro tripulantes e apreendeu a carga ilícita, que foi posteriormente entregue às autoridades espanholas para investigação.
A operação “Galgo” contou com a colaboração de múltiplas entidades internacionais, entre as quais a Marinha Francesa, o Gabinete Francês Antidrogas (OFAST), o Serviço Aduaneiro de Guarda Costeira (SGCD), a Agência Nacional do Crime do Reino Unido (NCA), a Administração de Combate à Droga dos EUA (DEA), e as forças portuguesas — Marinha, Força Aérea e Polícia Judiciária — além das autoridades espanholas.
Dada a vasta área marítima sob vigilância, os países participantes mobilizaram três fragatas, três aeronaves de patrulhamento e um helicóptero, operando em zonas estratégicas definidas com base em informações de inteligência.
A operação representou um esforço transnacional coordenado no combate ao tráfico de estupefacientes por via marítima, reforçando a importância da cooperação internacional na luta contra o crime organizado.