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ULS Amadora-Sintra revela que grávida que morreu era acompanhada desde julho

02 nov, 2025 - 23:15 • Olímpia Mairos

A Unidade de Saúde esclarece que só foi possível apurar a informação este domingo e que apenas hoje a ministra foi informada do historial da grávida.

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A grávida que morreu na madrugada de sexta-feira no hospital Amadora-Sintra, em Lisboa, estava a ser acompanhada desde julho de 2025, mas a ministra da Saúde não sabia.

Em comunicado, o Conselho de Administração Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra confirma que a mulher “foi observada no Hospital da ULS Amadora-Sintra no dia 29 de outubro, durante uma consulta de obstetrícia”, informação que já havia sido transmitida pela ministra da Saúde, com base no primeiro comunicado emitido pela unidade.

“A informação prestada pela senhora ministra da Saúde, na audição parlamentar, teve por base informação e o comunicado emitido pela ULSASI, que se referia ao episódio em concreto que antecedeu o desfecho fatal, que teve lugar no dia 31 de outubro, no Hospital Fernando Fonseca”, lê-se na nota.

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Contudo, a ULSASI acrescenta agora que, apenas esta tarde, foi possível verificar que a utente estava também a ser acompanhada nos cuidados de saúde primários da mesma unidade desde julho de 2025, na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Agualva, onde realizou duas consultas de vigilância da gravidez, em 14 de julho e 14 de agosto.

“Só hoje essa informação foi prestada à senhora ministra da Saúde”, garante a ULS.

Segundo o comunicado, essa verificação tardia deveu-se “à inexistência de um sistema de informação clínica plenamente integrado, que permita a partilha automática de dados e registos médicos entre os diferentes serviços e unidades da ULS Amadora-Sintra — nomeadamente entre cuidados de saúde primários e hospitalares”.

A ULS Amadora-Sintra informa ainda que a utente realizou consultas de obstetrícia no Hospital Fernando Fonseca nos dias 17 de setembro e 29 de outubro.

O Conselho de Administração reitera “profundo pesar” pela morte da utente e da bebé, apresentando condolências à família, e reafirma o compromisso com “a transparência, a melhoria contínua e a segurança clínica”.

A instituição garante estar a colaborar “plenamente com a tutela e com todas as entidades competentes” no apuramento e análise do caso.

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  • Sara
    03 nov, 2025 lisboa 08:41
    Esta cá desde dezembro? veio para cá para ter um filho, uma fonte de rendimento que dá subsidios e casa, Quando é que isto acaba?Claro, que não devia tem acontecido o que aconteceu, mas a esquerda abriu as portas a tudo, pessoas que so se vem para cá usufruir do estado Portugues que já arrebentou pelas costuras há muito tempo. Não temos meios para tanta gente, quantos Portugueses que sempre descontaram, estão agora a espera de uma primeira consulta para comecarem a receberem tratamentos contra o cancro, vejam o que se passa, é uma vergonha!!

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