Trabalho
CGTP "não vai recuar" e avalia greve geral na quinta-feira
03 nov, 2025 - 16:57 • Isabel Pacheco , Diogo Camilo
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, critica aquilo que considera ser um Governo "profundamente alheado" de problemas como a degradação das condições de vida e das condições de trabalho. Intersindical tem manifestação nacional contra o pacote laboral marcada para este sábado, em Lisboa.
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) garante que "todas as formas de luta estão em cima da mesa" e não descarta a ameaça de greve geral para um futuro próximo.
À Renascença, o secretário-geral Tiago Oliveira reval que está em causa o anteprojeto apresentado pelo Governo para alterações à legislação laboral, que considera ser "profundamente negativo", garantindo que a CGTP não irá desistir até o executivo de Luís Montenegro recuar na decisão.
"Já temos o Conselho Nacional marcado para dia 6. Vamos discutir, obviamente, em coletivo e depois irá ser anunciado", anunciou o líder da intersindical, à margem de um plenário com dirigentes sindicais nas vésperas da manifestação nacional contra o pacote laboral que acontece sábado, em Lisboa.
Tiago Oliveira avança que a rejeição do pacote laboral foi proposta à ministra do Trabalho e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, considerando que este é um Governo "profundamente alheado" de problemas como a degradação das condições de vida e a degradação das condições de trabalho.
"Nenhum trabalhador perdoaria à CGTP, se num conjunto de mais de 100 matérias que estão neste pacote laboral, conseguíssemos ultrapassar uma ou outra e permitíssemos que 98% delas se mantivessem em cima da mesa, e todas elas são penalizadoras para o mundo do trabalho", afirma Tiago Oliveira.
No início de outubro, o líder da CGTP já tinha anunciado que admitia uma greve geral caso o Governo não recuasse "em toda a linha" no pacote laboral e nas alterações ao Código de Trabalho.
- Noticiário das 18h
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