07 nov, 2025 - 16:24 • Ana Paula Santos
Dois anos depois das buscas que levaram à demissão de António Costa, alguns arguidos ainda não foram ouvidos. Esta sexta-feira, o Procurador-Geral da República explicou que o processo está parado devido a recursos que têm como objetivo impedir o acesso da investigação ao correio eletrónico apreendido.
“Foi apreendido o correio eletrónico no âmbito do processo. Os arguidos interpuseram recurso e, portanto, enquanto não tivermos acesso à informação que está nos e-mails, não podemos, obviamente, avançar, uma vez que estamos dependentes de um recurso no Tribunal da Relação que ainda está por apreciar", explicou Amadeu Guerra aos jornalistas, à margem de um encontro dos Gabinetes de Apoio à Vítima, na Procuradoria-Geral da República.
"Acho que a comunicação social e todos os cidadãos devem compreender que estamos impedidos: não podemos fechar o processo com apenas parte da documentação que foi apreendida. Temos a obrigação de tentar descobrir a verdade dos factos”, acrescentou o Procurador-Geral da República.