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Educação

Exames do 9.º ano. Fosso entre escolas públicas e privadas a Matemática é de 17 pontos

11 nov, 2025 - 22:01 • Diogo Camilo

Provas nacionais continuam a mostrar maior dificuldade nas perguntas de geometria e de análise de dados e probabilidades. Alunos da região Norte tiveram uma média mais elevada nas provas de Português e de Matemática.

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Os alunos do 9.º ano continuam a apresentar maior dificuldade nas perguntas de geometria e de análise de dados e probabilidades nas provas nacionais. Na matemática, o fosso entre escolas públicas e privadas é de 17 pontos.

Segundo o Relatório Nacional das Provas Finais do Ensino Básico 2025, publicado pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) esta terça-feira, a média dos exames do 9.º ano a Matemática ficou nos 52 pontos, numa escala de 0 a 100, ligeiramente acima dos 51 pontos do ano letivo de 2023/24.

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No exame de Português a média desceu para os 58 pontos, quando era de 59 pontos no último ano letivo.

Por regiões, os alunos da região Norte apresentam uma média mais elevada nas provas de Português (59,5%) e de Matemática (54,4%), enquanto os alunos dos Açores têm a média mais baixa nas duas provas - 55% em Português e 45,5% a Matemática.

Na comparação entre escolas públicas e privadas, a diferença é maior a Matemática, onde o fosso chega aos 17,2 pontos - média de 67 pontos para privadas e de 49,9 para públicas, visível principalmente no campo da Geometria. A Português, a diferença de médias entre escolas públicas e privadas está nos 10 pontos.

O relatório mostra que os alunos do 9.º ano têm maior dificuldade nas perguntas de Geometria no exame de Matemática, com uma percentagem de acerto de 40,9%, seguido do campo dos "Dados e Probabilidades", com 48,8% das respostas certas.

No exame de Português, os alunos mostram maiores dificuldades nas perguntas de Leitura e de Gramática, com percentagens de acerto de 52%.

Do lado contrário, os alunos do ensino básico mostram mais sucesso nas perguntas de Escrita e Compreensão e em questões de Números, com percentagens de acerto acima dos 65%, e nas questões de Álgebra, com percentagem de acerto de 56%.

No relatório, o IAVE sublinha a necessidade de promover o desenvolvimento da literacia estatística, bem como a importância de "desenvolver o raciocínio espacial dos alunos, desenvolvendo a capacidade de operar com figuras no plano e no espaço".

O documento mostra também que os alunos beneficiários de ação social escolar obtiveram resultados ligeiramente mais baixos em todas as provas, com uma diferença maior a Matemática, de 2,7 valores.

No ensino primário e básico, o Relatório Nacional das Provas de Monitorização das Aprendizagens (ModA) aponta para a facilidade demonstrada na compreensão de textos, enquanto a interpretação e integração de informações textuais em contextos diferentes parece ser mais difícil, no 4.º ano, bem como o estabelecimento de relações de causa-efeito e de informações de diferentes textos, ou interpretação de posicionamentos, no 6.º ano.

A Matemática, os alunos do 4.º ano revelaram dificuldades na resolução de problemas com vários passos ou que impliquem raciocínio geométrico e orientação espacial, bem como em descrever a forma de pensar.

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