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Saúde

Grávida dá à luz após recusar voltar para casa. Hospital de Leiria defende "decisão correta"

11 nov, 2025 - 17:10 • Anabela Góis , João Pedro Quesado

Jovem de 25 anos, de Almeirim, foi levada para Leiria porque a urgência de ginecologia nas Caldas da Rainha estava fechada. Hospital de Leiria garante que trabalho de parto começou mais de 12 horas depois das dores que fizeram a grávida recusar voltar a casa.

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O Hospital de Leiria garante que tomou a "decisão correta" no caso de uma grávida de 39 semanas que foi enviada para casa, apesar de morar a cerca de 100 quilómetros de distância, e que acabou por dar à luz na madrugada seguinte.

Segundo o Correio da Manhã, a jovem de 25 anos estava "com contrações a cada três minutos" quando foi transportada de ambulância de urgência no domingo, de Almeirim para Leiria. Inicialmente, terá sido levada para o hospital das Caldas da Rainha que, segundo o pai da jovem, "tinha as urgências de ginecologia fechadas".

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Depois de chegar ao Hospital de Santo André, em Leiria, a grávida passou a noite sob observação. Na manhã seguinte foi-lhe dada alta, tendo de voltar para Almeirim por meios próprios. Depois de chegar ao hospital, os pais da jovem recusaram levar a filha para casa, por considerar que esta já estava em trabalho de parto. A jovem ficou no hospital, dando à luz de madrugada.

Esta terça-feira, o hospital defendeu a decisão dos profissionais de saúde. Em declarações aos jornalistas, a diretora clínica, Catarina Faria, declarou que a alta foi, "clinicamente, uma decisão correta".

"A jovem entra aqui no nosso Serviço de Urgência na noite de domingo, não estava em trabalho de parto, tinha umas dores associadas ao parto, que é natural desta fase da gravidez. Ficou em vigilância durante a noite, teve o registo contínuo, não se verificou contrações, pelo que foi promovida a alta", explicou a médica, acrescentando que começou, "por volta do meio-dia, novamente com dores", mas que estas "não eram contrações".

"Aí foi readmitida para ficar novamente em vigilância. Às oito da noite, ainda sem estar em trabalho de parto, tem uma rotura da bolsa, permaneceu em vigilância", continuou Catarina Faria, sublinhando que a jovem "à uma da manhã entra em trabalho de parto, e a criança vem a nascer bem, e a mãe também está bem, às 5h30 da manhã".

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