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Mau tempo provoca mais de 2.400 ocorrências em Portugal continental

14 nov, 2025 - 13:10 • Olímpia Mairos

As zonas mais atingidas foram a Península de Setúbal, com 577 ocorrências, a Grande Lisboa, com 265, e o Algarve, com 251.

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Portugal continental registou 2.434 ocorrências relacionadas com o mau tempo no período compreendido entre as 14h00 de quarta-feira e as 11h00 desta sexta-feira. A maior parte das situações correspondeu a inundações, que resultaram em duas mortes e 32 pessoas desalojadas, informou a Proteção Civil.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), as vítimas mortais foram registadas em Fernão Ferro, no concelho do Seixal, e os desalojados pertencem aos concelhos de Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal.

“Há a registar duas vítimas mortais em Fernão Ferro (Seixal) e um total de 32 pessoas deslocadas nos concelhos de Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal”, indica a ANEPC, em comunicado.

As zonas mais atingidas foram a Península de Setúbal, com 577 ocorrências, a Grande Lisboa, com 265, e o Algarve, com 251.

Das situações registadas, 1.357 dizem respeito a inundações, seguindo-se quedas de árvores (442), limpeza de vias (264), quedas de estruturas (182) e movimentos de massa (171). A ANEPC reporta ainda nove ocorrências de salvamentos aquáticos e nove de salvamentos terrestres.

Na resposta a estes incidentes estiveram envolvidos 7.682 operacionais, apoiados por 2.947 veículos.

A ANEPC sublinha que os impactos do mau tempo podem ser reduzidos através da adoção de comportamentos preventivos adequados.

Recomendações à população

  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, removendo inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criar obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos ou árvores provocada por ventos fortes;
  • Adotar precauções na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas, particularmente nas áreas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a permanência nesses locais;
  • Evitar atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos junto à orla marítima;
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e prestando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
  • Não atravessar zonas inundadas, prevenindo o risco de arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  • Retirar de zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens para locais seguros;
  • Acompanhar permanentemente as informações meteorológicas e seguir as indicações da Proteção Civil e das Forças de Segurança.
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