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Dia Nacional das Conservas

Conservas de Peixe: "Eram associadas a guerras, hoje são usadas por chefs"

15 nov, 2025 - 11:24 • Marisa Gonçalves , Tomás Anjinho Chagas

Em entrevista à Renascença, o Presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe elogia transformação do conceito da lata de conserva, revela que o setor emprega cerca de 4 mil trabalhadores, vive período "bastante estável" e depende sobretudo do mercado estrangeiro: "Nós exportamos 70% do que produzimos".

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No Dia Nacional das Conservas - celebrado pela terceira vez na história - o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP) elogia a mudança feita no significado e no conceito das conservas para os portugueses.

Em entrevista à Renascença, José Maria Freitas, assinala que a lata de conserva deixou de ser associada apenas a momentos de crise e passou a ser valorizada também na gastronomia lusa.

"A conserva de peixe era fundamentalmente associada a períodos de pandemias, guerras, para esses períodos difíceis. Havia que tirar essa nota de que as conservas só serviam para estes períodos", defende este representante da indústria.

O presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe nota a diferença para o que se vive hoje no setor: "A conserva tem ganho uma enorme importância na gastronomia, há uma série de chefs que estão a fazer um enorme trabalho".

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No Dia Nacional das Conservas, esta associação vai entregar uma "Conserva de Ouro" a Augusto Fraga, criador e realizador da série Rabo de Peixe. A cerimónia vai decorrer na tarde deste sábado junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Exportação de 70% da produção

Nesta entrevista à Renascença, José Maria Freitas assinala que a indústria tem estado "bastante estável" e que vive um bom período: "Toda a indústria tem mostrado uma enorme resiliência, tem crescido, o ano passado as vendas cresceram cerca de 12%, o que é extraordinário no nosso setor e, portanto, está bem e recomenda-se".

No caminho crescente, a mão estrangeira ajuda, e muito: "A indústria nacional vive fundamentalmente da exportação, nós exportamos 70% do que produzimos".

Isto traduz-se em mais de 300 milhões de euros em volume de negócios e, segundo o Presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe, gera mais de 4 mil postos de trabalho.

Ano de "abundância" para a sardinha, "péssimo" para a cavala

As latas no supermercado parecem ser sempre parecidas, mas o que está dentro delas depende do que é pescado no mar. José Maria Freitas fala num mercado que varia: "Cada ano é um ano. A pesca é isso mesmo". E este ano está bom para a sardinha.

"Nos últimos anos temos tido a sorte de que a sardinha tem dado à costa portuguesa em quantidades significativas", vinca o responsável por esta associação.

No que toca à cavala, a conversa é diferente: "Este ano vivemos um péssimo ano de pesca de cavala por circunstâncias diversas". Uma das razões prende-se com o facto de muitas das embarcações estarem a dedicar-se à pesca da sardinha.

"Os barcos não se direcionaram tanto para este tipo de pesca, mas queremos acreditar que é uma conjuntura que rapidamente no próximo ano se comporá", antecipa o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP).

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